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Matança de animais para consumo cresce no Reino Unido, apesar da população reduzir a ingestão de carne

Pexels/Pixabay

Houve um aumento de 5,4%, comparado ao ano de 2017


 

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O número de animais mortos pelos matadouros do Reino Unido aumentou nos últimos dois anos, embora as pessoas estejam reduzindo a ingestão de carne vermelha.

De acordo com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra), quase 29 milhões de animais foram mortos em 2019, um aumento de 5,4%, comparado ao ano de 2017.

Segundo o site Plant Based News desta segunda-feira (27), os relatórios da Associação de Fornecedores Independentes de Carne atribuem o aumento da morte de animais para consumo em função das demandas para o exterior.

O site também diz que a carne mais exportada é a de porco e, ainda de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o consumo vem reduzindo no Reino Unido, mas aumentando bastante na China, Japão, Coréia e Vietnã.

Lex Rigby, gerente de campanhas da organização de bem-estar animal Viva!, relatou ao site Plant Based News que é “decepcionante” que o número de mortes  tenha aumentado, mas que eles não vão desistir de mudar as estatísticas, por meio de petições e protestos.

Ela declara: “No ano passado, o veganismo continuou a crescer e, com mais pessoas escolhendo opções veganas, houve uma explosão de produtos nas ruas e nos supermercados. Isso significa que está ficando cada vez mais fácil escolher ser vegano no Reino Unido”.

Lex também lamenta que a demanda para outros países esteja crescendo, mas enaltece o Reino Unido: “O mesmo pode não ser dito atualmente de outros países, no entanto, não devemos esquecer que ainda há menos demanda por produtos de carne aqui no Reino Unido”.

Ela finaliza dizendo que está confiante no veganismo como tendência global e que acredita que as pessoas vão cada vez mais perceber os impactos catastróficos que o consumo de carne está causando ao planeta e aos seres vivos. “A crise climática afeta a todos nós e, portanto, não demorará muito até vermos uma queda global de matadouros”, conclui.

Nota da Redação: é importante esclarecer que o veganismo é um termo criado pela The Vegan Society em 1949 para descrever um estilo de vida alinhado com a defesa dos direitos animais. Para esta entidade, o veganismo é “uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”. O veganismo, em sua raiz conceitual, não se restringe unicamente à dieta, considerada vegetariana estrita, totalmente livre de qualquer produto ou ingrediente de origem animal. No entanto, com a popularização deste estilo de vida e do surgimento de novos termos, como dietas plant basead (baseada em plantas, em tradução literal) e com o aumento considerável do uso do termo “vegano” por celebridades e influenciadores, optamos por reproduzir as mesmas informações fornecidas pelas fontes das matérias.


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