Estudo

Floresta Amazônica está emitindo mais dióxido de carbono do que absorvendo

Picography/Pixabay

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, parte da floresta que é fortemente desmatada, perdeu sua capacidade de absorver carbono


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Recentemente, um estudo ainda não publicado foi compartilhado com o programa Newsnight, da BBC. O estudo descobriu que 20% da Floresta Amazônica está emitindo mais dióxido de carbono do que absorve, devido ao desmatamento intenso.

Amazônia é conhecida mundialmente por “fazer o carbono sumir”, em função das árvores absorverem carbono da atmosfera. Mas novos dados mostram que o desmatamento está afetando essa atividade.

pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil, que mede níveis de dióxido de carbono em diferentes partes da Amazônia, descobriu que a parte da floresta que é fortemente desmatada, perdeu sua capacidade de absorver carbono.

A professora Luciana Gatti, pesquisadora do INPE, disse ao Newsnight a respeito da área: “Todo ano é pior. Observamos que essa área no sudeste é uma importante fonte de carbono. E não importa se é um ano chuvoso ou seco. Os anos de 2017-18 foram chuvosos, mas não fez nenhuma diferença”. Carlos Nobre, outro pesquisador e colaborador da professora Gatti, disse que as descobertas sugerem que em 2030 metade da Amazônia pode se tornar savana. Ele caracterizou essas descobertas como “muito preocupantes” e “um grande ponto de inflexão”.

O “ponto de inflexão” da Amazônia é o ponto em que a floresta começa a emitir mais carbono do que absorve, segundo os cientistas, além disso, eles também pedem preservação da Amazônia.

No entanto, Nobre alerta que pode ser tarde demais para fazer algo pela floresta: “Em nossos cálculos, se excedermos esses 20% a 25% do desmatamento, e o aquecimento global continuar inabalável com cenários de alta emissão, então o ponto de inflexão seria alcançado”.


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