São José do Rio Preto (SP)

Filhotes de cachorro são encontrados em gavetas em canil clandestino

Os cachorros viviam em situação de total negligência. O local era insalubre, exalava mau cheiro e os animais estavam repletos de parasitas pelo corpo

Foto: André Modesto/TV TEM
Foto: André Modesto/TV TEM

Após denúncias, 66 cães foram encontrados em uma casa que funcionava como canil clandestino na cidade de São José do Rio Preto (SP) na última quarta-feira (19). Os animais eram aprisionados e explorados para reprodução. Dos 66 cães, seis filhotes da raça shih tzu foram encontrados mantidos em gavetas. O canil funcionava dentro do condomínio fechado Parque da Liberdade II, na zona Leste da cidade.

Segundo o tenente da Polícia Ambiental Emerson Mioransi, impressionou a quantidade de animais e a situação em que eles eram mantidos. “Seis filhotes foram encontrados no local e foi constatado o comércio de animais. Foi adaptada uma gaveta, um compartimento para manutenção dos animais pequenos. Além disso chamou a atenção a quantidade de cães em todos os cômodos”, disse em entrevista ao portal G1.

Os cachorros viviam em situação de total negligência. O local era insalubre, exalava mau cheiro e os animais estavam repletos de parasitas pelo corpo. O resgate foi realizado após um mandado judicial e foi acompanhado por policiais militares, ambientais e membros do Departamento do Bem-Estar Animal. Os cães salvos foram encaminhados para o Centro de Controle de Zoonoses da cidade.

A responsável pelo canil foi multada em cerca de R$ 200 mil e responderá em liberdade pelo crime de maus-tratos contra animais. Uma escola de banho e tosa se disponibilizou para dar banho e cuidar do pelo dos animais maltratados. Os cães serão submetidos à avaliação veterinária e ficarão sob a guarda de uma ONG que os disponibilizará para adoção responsável.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


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