Investigação

Comissão de proteção animal da OAB vistoria zoo do RJ após denúncias

Foto: Divulgação/G1

Um relatório será feito para apresentar possíveis determinações a serem seguidas pelo zoológico


A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro realizou uma vistoria no Zoológico do Rio de Janeiro, na quarta-feira (19), para investigar denúncias de desaparecimento e morte de animais, além de obras inacabadas.

“Nossas ações serão para garantir a dignidade dos animais que lá estão, e o tratamento dado pela concessionária”, destacou ao G1 o biólogo e presidente da comissão, Reynaldo Velloso.

Foto: Divulgação/G1

Um relatório será apresentado com as possíveis determinações que o zoo terá que cumprir. O Poder Judiciário também poderá ser acionado, se preciso.

A equipe que esteve no local é composta por profissionais das áreas de advocacia, biologia e veterinária, num total de 10 pessoas. O foco é o tratamento que a empresa que administra o zoológico dá aos animais.

O gestor do Bioparque do Rio, o Grupo Cataratas, publicou nota por meio da qual afirmou que o local passa “constantemente por vistorias e fiscalizações de órgãos reguladores”.

“A vistoria da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ é vista pela concessionária de forma positiva e pode avalizar o trabalho de construção de um Bioparque que terá como pilares o bem-estar animal, o incentivo à projetos de pesquisas e conservação, por meio de avaliação imparcial e de caráter estritamente técnico”, disse.

Foto: Divulgação/G1

O local, fechado desde novembro de 2019, está sendo reformado para passar a ser um bioparque, destinado ao bem-estar animal, à educação ambiental e à pesquisa sobre espécies.

O objetivo é retirar as jaulas e grades e aumentar o espaço dos animais. Os elefantes, por exemplo, terão um recinto dez vezes maior, com piscina.

Foram investidos R$ 80 milhões na obra, que conta com 100 operários e deve terminar em julho de 2020. Quase metade do espaço da área original do zoo será destinada às pesquisas, permanecendo fechada à visitação.

 Nota da Redação: a ANDA, como defensora dos direitos animais, considera importante ressaltar algumas questões. Chamar um local de “bioparque” e dizer que ele garantirá “bem-estar animal” e “educação ambiental”, e operar mudanças nos recintos animais não garante, necessariamente, que este local passe a ser, de fato, um ambiente ético para os animais. Isso porque se o objetivo do parque for gerar lucro – o que é provável, visto que o investimento para a transformação do zoológico em “bioparque” está sendo feito por uma empresa privada -, configura exploração. Permitir que visitantes frequentem o local em alto número, causando estresse aos animais e colocando-os na condição de objetos a serem observados para garantir entretenimento humano também é, por si só, exploração. Melhorar a condição de vida de animais em cativeiro não é o mesmo que tratá-los de maneira ética, como fazem os santuários. E eles devem ser tratados de maneira ética.


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