Maior zoo de Bangladesh abole passeios turísticos com elefantes


Ilustração | Pixabay

Após muitas campanhas realizadas por ativistas denunciando a crueldade intrínseca à exploração de elefantes para carregar turistas e visitantes no zoológico de Dhaka, o maior de Bangladesh, país localizado no Sul da Ásia, a direção do local informou que a prática está abolida.

Para evitar grandes repercussões, o zoo fez o anúncio discretamente, mas ativistas em defesa dos direitos animais do país viralizaram a notícia em todo o mundo para que outros zoos sigam o mesmo exemplo. O local aprisiona cinco elegantes asiáticos que eram ornamentados e forçados a transportar pessoas por entretenimento.

Após os passeios, os elefantes eram mantidos enclausurados para o lazer dos visitantes. O zoo mantém mais de 2.500 animais em cativeiro. Incluindo espécies em extinção, como tigres-de-bengala.

Segundo denúncias, os elefantes eram explorados para até 1 mil passeios diariamente. Após muito diálogo, o zoo concordou com os ativistas de que esta atividade é extremamente cruel, desgastantes e causa intenso sofrimento aos animais.

A proibição dos passeios, prática que jamais deveria ter sido permitida, é apenas a ponta do iceberg de uma séria de implicações e consequências causadas pelo aprisionamento de animais em pequenos recintos apenas para deleite humano.

Esperamos que reconhecer os maus-tratos decorrentes de passeios com elefantes abra prerrogativas para abranger todos os animais aprisionados e escravizados no local e que turistas e visitantes se conscientizem sobre o mal que fazem ao estimular este tipo de atividade exploratória.

Nota da Redação: zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. Casos como o zoológico de Dhaka servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém animais em cativeiro apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. Apesar das boas intenções ao instaurar o fechamento do estabelecimento, o fato de nada ter mudado para a maioria dos animais enclausurados, representa muito mais uma ação política do que uma real preocupação com a situação dos animais em cativeiro.


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