Crianças participam de concursos para matar animais selvagens em Maryland (EUA)


Investigação registrou pilhas de animais mortos e famílias inteiras festejando o assassinato em massa

Corpos empilhados em concurso de matança de animais silvestres nos EUA. Foto Humane Society

Recentemente, cerca de 250 raposas vermelhas, coiotes e guaxinins foram covardemente mortos durante um concurso em Unionville, no condado de Frederick, Maryland (EUA). Embora Arizona e Massachusetts tenham banido esses concursos de matança da vida selvagem, Maryland continua promovendo a cruel atividade em concursos secretos.

Foi o que provou uma investigação feita pela Humane Society dos Estados Unidos (HSUS). Os animais mortos foram empilhados e os participantes do concurso, incluindo crianças, posaram orgulhosamente para fotos ao lado dos corpos. “Os registros são perturbadores”, declarou a ONG em sua rede social.

A caça praticada por adultos já representa uma grande covardia, pois, nem mesmos os grandes animais selvagens têm chance contra caçadores armados e bem equipados. Incentivar crianças a matar tem consequências duplamente sérias, pois, além de ensinar a tirar a vida de seres indefesos, banaliza o ator de matar.

Segundo a HSUS, “as crianças crescem acreditando que matar animais é aceitável e que suas vidas valem um pequeno prêmio ou recompensa, mas animais não são troféus”. Exemplos desses concursos incluem um Programa de Recompensas em Dakota do Sul onde as crianças são pagas para matar guaxinins, gambás, texugos e raposas vermelhas e uma caçada popular em Nova Jersey, com crianças aprendendo a matar e esfolar esquilos.

Em Maryland, os participantes receberam “cinco pontos por coiote, três pontos por raposa e um ponto por guaxinim mortos e os organizadores receberam prêmios em dinheiro pelos animais assassinados mais pesados” – revela a investigação.

Em fevereiro, 27 raposas foram mortas pela equipe vencedora de outro concurso em Walforf. Na ocasião, um investigador da ONG, intrigado com o destino dos corpos dos animais, perguntou se as raposas seriam vendidas a algum comerciante de peles e a resposta foi aterradora: “Não vendemos porque as raposas estão bastante rasgadas no momento em que terminamos com elas”.

Segundo a HSUS , “os participantes costumam usar dispositivos de chamada eletrônica que imitam os sons de filhotes ou presas em perigo para atrair coiotes e raposas para um tiro fácil e depois matá-los usando armas de alta potência que causam danos significativos em seus corpos”. Tudo muito cruel e letal mas, lamentavelmente, tratado como uma brincadeira, como um esporte saudável com o agravante de contaminar as novas gerações com comportamentos altamente criminosos.

Veja vídeo da HSUS sobre o concurso em Maryland:

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