Vietnã

Com o rosto deformado cão escapa de matadouro, mas é rejeitado pelos tutores

“Eles quebraram seu coração”, declarou ONG que resgatou Sammy

Sammy, cão sobrevivente do Vietnã. Foto Fight Dog Meat

Primeiro Sammy foi roubado de sua casa para ser vendido a um matadouro no Vietnã que, como outros países asiáticos, tem por hábito consumir carne de cachorro e de gato, mas não sem antes deixar os animais sem comer e beber, além de socados aos montes em gaiolas onde urinam e defecam uns sobre os outros até o momento de serem mortos. É exatamente assim, sem exagero e, por vezes, pior que isso, porque há locais onde são cozidos vivos.

Determinado a viver e voltar para sua casa, onde esperava ser recebido com alegria, Sammy conseguiu escapar do matadouro. Num episódio que renderia facilmente um filme muito emocionante, Sammy encontrou o caminho de casa, mas lá chegando só encontrou desprezo. Os cães destinados ao consumo têm os focinhos fortemente amarrados com fitas isolantes para impedir que mordam, comam ou bebam. Isso causa, além de dor e desespero, uma deformação grave, que muitas vezes chega a cortar a pele.

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“Ele ficou com as amarras no rosto por uma semana inteira e seus tutores não o quiseram mais porque estava desfigurado. Eles quebraram seu coração”, declara em sua rede social o grupo Fight Dog Meat, veterano em resgates de cães e gatos destinados aos consumo em países como China, Vietnã, Coreia e Indonésia.

“Nosso socorrista percorreu centenas de quilômetros para salvar Sammy de seus tutores e até queriam que ele pagasse o preço da carne do cão. Discutiram, mas finalmente permitiram o resgate. Mandamos Sammy direto para o hospital com feridas críticas e infecções. Ele foi tão traído pelos humanos que tinha pavor de todos. Na semana passada, Sammy teve um grande avanço. Ele percebeu que não vamos machucá-lo”, explica o grupo em sua página do Facebook.

Sammy e Tony, outro cão resgatado de matadouro no Vietnã, foram recentemente transferidos juntos para um especialista em reabilitação e, depois de recuperados, serão colocados para adoção internacional, como é feito com todos os animais depois de tratados pelo grupo. Cooper é um desses cães que também teve o focinho amarrado, foi resgatado e hoje está adotado.

Cooper sofreu deformação no focinho devido as amarras enquanto foi mantido num matadouro. Hoje está recuperado e adotado. Foto Fight Dog Meat

“Sammy aprenderá a rir e tem muitas razões para viver”, declara o Fight Dog Meat que depende de doações para manter seu trabalho de resgate e recuperação de cães e gatos. Para ajudar o grupo  acesse www.fightdogmeat.com  ou escreva para [email protected]

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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4 COMENTÁRIOS

  1. O ser humano já passou dos limites há muito tempo. Essas maldades contra os animais são verdadeiras aberrações e revelam o instinto de maldades que existe dentro do ser humano, que em pleno século 21, pratica tamanhas barbáries mostrando que os homens são os verdadeiros animais cavernosos. Mas tudo que fazem de mal aos animais, vão colher em dobro.

  2. Meu Deus ! Que absurdo isto. Barbaridade ao extremo. Essas atrocidades tem que acabar , pressionando esses países asiáticos a colocar LEIS SEVERAS de Proibição e proteção Animal. Obrigada a ONG Internacional Fight Dog Meat por ajudá-los.

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