SeaWorld promete fim de “surfe sobre golfinhos”


Segundo o ator Alec Baldwin, esse tipo de “show” oferecido pelo SeaWorld não oferece absolutamente nenhum valor educacional ao público (Foto: David Bjorgen)

O parque aquático SeaWorld assumiu um compromisso com a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no dia 1º de fevereiro de colocar um fim ao “surfe sobre golfinhos”, em que treinadores andam sobre as cabeças e outras partes dos corpos dos golfinhos durante as apresentações ao público.

Em um relatório apresentado ao SeaWorld, a PETA provou que golfinhos já sofreram ferimentos graves em parques em San Diego, San Antonio e Orlando como consequência de usá-los como se fossem pranchas de surfe.

Em resposta, o SeaWorld declarou que a prática já foi abolida em quase todos os parques, com exceção de San Diego. Mas declarou que pretende acabar com isso nos próximos meses. A PETA também está cobrando do SeaWorld um plano de ação para a liberação dos animais para santuários da vida marinha.

Após a repercussão do documentário “Blackfish”, que mostra a realidade de uma baleia criada em cativeiro, em 2016 o SeaWorld aboliu a criação de orcas e deixou de oferecer espetáculos com esses animais em 2018.

Em 2019, o ator Alec Baldwin perguntou aos executivos do parque aquático SeaWorld, durante conferência anual online, quando eles deixarão de usar golfinhos como pranches de surfe.

“Quando o SeaWorld deixará de permitir que golfinhos sejam utilizados em espetáculos prejudiciais que revelam crueldade, como andar de costas e de pé sobre seus rostos, como se isso fosse entretenimento?”, questionou o ator.

Segundo Baldwin, esse tipo de “show” não oferece absolutamente nenhum valor educacional ao público. Também envia uma mensagem prejudicial às crianças sobre a legitimação da crueldade contra os animais.

“Permitir que os treinadores ‘surfem’ nas costas dos golfinhos ou posem sobre seus rostos coloca a saúde e bem-estar dos animais em risco. Os golfinhos não deixam naturalmente os humanos fazerem essas coisas”, criticou. À época, o SeaWorld não se manifestou a respeito. No entanto, a PETA enviou pessoas ao local para protestarem contra a prática em frente a um parque da empresa em Orlando.


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