Ecocídio

Senado vira as costas para crime ambiental em Brumadinho (MG)

Nenhum projeto que chegou ao Congresso para aumentar a segurança das barragens e definir reparação de danos causados pela mineração foi aprovado

Há projetos sobre o Desastre em Brumadinho que estão há quatro meses aguardando análise no Senado (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press)
Há projetos sobre o Desastre em Brumadinho que estão há quatro meses aguardando análise no Senado (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press)

A organização WWF-Brasil publicou na semana passada que um ano após o crime ambiental em Brumadinho (MG), que resultou em morte de pelo menos 280 pessoas e um número até hoje indefinido de animais, nenhum projeto que chegou ao Congresso para aumentar a segurança das barragens e definir reparação de danos causados pela mineração foi aprovado.

Há projetos que estão há quatro meses aguardando análise no Senado. No total, 12 foram elaborados pela Comissão Externa da Câmara sobre o Desastre de Brumadinho. “Destes, quatro passaram na Câmara”, informa a organização.

A entidade frisa ainda que mesmo com um relatório oficial aprovado em novembro, após uma série de investigações em Brumadinho, e que cobra indiciamento da Vale e da empresa alemã Tüv Süd (responsável pela segurança das barragens) por crime socioambiental e corrupção, nada aconteceu.

Além das mortes e dos prejuízos materiais, vale lembrar que dados obtidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por meio de imagens de satélite indicaram no ano passado que o rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) causou a destruição de pelo menos 269,84 hectares.

Análise realizada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama apontou que os rejeitos de mineração devastaram 133,27 hectares de vegetação nativa de mata atlântica e 70,65 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo de cursos d’água afetados pelos rejeitos de mineração.

O Rio Paraopeba chegou a perder sua condição de importante manancial após o crime ambiental, quando a Fundação SOS Mata Atlântica concluiu um relatório da Expedição Paraopeba denunciando a existência de metais pesados em 305 quilômetros de extensão de suas águas.


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