Conscientização

Cresce procura por animais com deficiência após repercussão do caso do cão Tintim

Cacau e Tintim (Foto: Arquivo Pessoal)

O secretário municipal de Proteção Animal de São Leopoldo (RS), Anderson Ribeiro, considera que “o debate em torno dos animais deficientes se consolidou”


A repercussão do caso do cão Tintin, que tem as patas dianteiras atrofiadas e foi abandonado em São Leopoldo (RS), aumentou a procura de adotantes por animais com deficiência.

Cacau e Tintim (Foto: Arquivo Pessoal)

O secretário municipal de Proteção Animal, Anderson Ribeiro, explica que animais com deficiência encontram dificuldades para serem adotados. Ele acredita, no entanto, que o carisma de Tintim estimula as pessoas a mudar essa realidade. As informações são do G1.

“Não vai zerar, até porque existem 6 mil na rua. A Sempa recolhe animais doentes ou atropelados e só devolve ao local de origem os que estiverem sadios. Se algum, porventura, vier a perder uma pata ou um olho, ele fica no canil. Como todo dia tem casos graves, sempre terá um com alguma sequela”, disse.

Além de Tintim, Cacau também teve um final feliz. A cadela, que não tem uma pata, foi adotada. “Nós não sabíamos que existiam tantos animais assim. Não é uma coisa que é muito comentada, que é muito divulgada. Mas o olhar dela me comoveu na hora. E quando a gente conheceu, foi amor à primeira vista. Já tinha roubado o coração”, diz a professora Jordana Ayres.

A conscientização das pessoas a respeito da adoção de animais retirados das ruas é comemorada pelo secretário.

Cacau e Tintim (Foto: Thales Ferreira / Prefeitura de São Leopoldo)

“Vamos ver se esses adotantes que não derem certo com o Tintim não possam adotar outro animal com sequela! Mas, com certeza, o debate em torno dos animais deficientes se consolidou. O caso dele é o símbolo de milhões de animais de rua do Brasil. Não é um caso isolado. O senso crítico está se formando”, ressalta Anderson.

A história de Tintim terá um desfecho diferente do planejado por quem o abandonou. E a saudade ficará para o secretário. “Sempre tenho animais por perto no meu gabinete. Os casos piores trago para ficarem comigo. De 2017 pra cá, foram mais de 600 vezes que isso aconteceu. Até ligo para saber como ficaram, vou tomar café para ver como estão. Bah, essa pergunta bateu”, emociona-se. “Por isso somos chatos na adoção. É melhor ser mais exigente e fazer uma adoção consciente”, conclui.


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