Dia Mundial da Paz

Amor e perdão: animais são os melhores professores neste novo ano que se inicia

Vítimas da ambição da humanidade, os animais seguem perdoando e amando seus algozes, respondendo aos atos de crueldade e exploração com serenidade e resiliência, em paz

Foto: Pinterest
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O Dia Mundial da Paz é uma data comemorativa criada pela Igreja Católica Romana dedicada à paz universal e celebrada anualmente em 1 de janeiro. O papa Paulo VI estabeleceu o evento em 1967.

Logo após o Reveillon, o Dia Mundial da Paz inicia o ano com os votos de uma das ambições mais perseguidas pela humanidade: a paz.

Segundo a ONU, existem atualmente 30 regiões do mundo com a presença de conflitos armados. A maior parte destes conflitos envolve disputas por território e inclui, dentre as motivações, diferenças étnicas, religiosas e o controle de recursos naturais. Além dos conflitos em andamento, existem ainda zonas de grande tensão geopolítica, como é o caso da Coreia do Norte e do Irã. Outros casos incluem a presença de movimentos separatistas de intensidade variável, mas que criam instabilidades políticas e econômicas regionais, como os casos do Quebec (Canadá), País Basco e Catalunha (Espanha) e Irlanda do Norte.

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Ou seja, a intolerância, o ódio, as diferenças culturais, a ambição e até o local de nascimento, são motivos para que os seres humanos se matem aos milhares nos inúmeros conflitos ao redor do planeta.

Além de tirar a vida de seus semelhantes, o ser humano agride o planeta, exausto de ser explorado e violado ao extremo em seus recursos, dá sinais claros de que não suporta mais. Degelo no Ártico, crise climática, incêndios sem precedentes, inundações catastróficas, secas nunca presenciadas, calor e frio ao extremo, perdas irreversíveis de habitats e florestas, causando a perda de vidas por todo o globo.

O planeta precisa de paz, assim como nós e mais ainda os animais.

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Esses seres sencientes, cujo único objetivo é viver pacificamente em seus habitats junto aos demais e entre os seus, convivendo em harmonia com a humanidade – desde que não agredidos – são vítimas da ambição e prepotência humanas.

Exemplo de amor incondicional, comprovadamente capazes de sentir emoções, criar vínculos, amar, sofrer, se alegrar, ficar tristes e construir consciência, esses seres são ao mesmo tempo os professores e alvos da humanidade.

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Em vez de permanecer com suas famílias, criar seus filhos e viver pacificamente em seus ambientes naturais, aos quais são destinados, eles são capturados, afastados de seus entes queridos e mantidos em cativeiro para entretenimento em zoos, corridas, circos, rinhas, shows ou explorados por seus corpos, seja para obtenção de carne, ovos, leites, lã, bile, marfim, pele e demais produtos oriundos do sofrimento e da anatomia de algum animal.

Cães, gatos e outros animais tidos como domésticos são muitas vezes abandonados por tutores como se fossem objetos e passam a viver nas ruas a mercê da própria sorte.

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Selvagens ou domésticos, os que tem a sorte de serem resgatados de suas vidas de sofrimento, não demostram nada além de gratidão e carinho pelas mesmas mãos humanas que um dia foram suas algozes. Perdão, amor, bondade.

Valores que são aliados indispensáveis na busca pela paz e sem os quais é impossível sequer almejá-la.

Que este primeiro dia do ano possa trazer reflexão e serenidade aos nossos corações e que a paz deixe de ser apenas um ideal e uma esperança, para se tornar uma prática diária em nossas vidas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. excelente: “Selvagens ou domésticos, os que tem a sorte de serem resgatados de suas vidas de sofrimento, não demostram nada além de gratidão e carinho pelas mesmas mãos humanas que um dia foram suas algozes. Perdão, amor, bondade” Parabens pela matéria!

  2. É mesmo, hein? Criação em cativeiro, afastamento de filhotes, tudo o que fazemos não passa para o DNA deles… pode ser porque levam milhares de anos para se modificar.
    Talvez nossa mudança cultural seja mais rápida, do que a mudança desses “gens dominantes”, que perpetuam continuarem pacíficos.

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