Destruição ambiental

Animais lutam contra escassez após sobreviverem a queimadas na Austrália

Peter Parks/AFP

Nos incêndios florestais, além dos animais que morrem queimados, muitos perdem a vida devido à fome e à falta de abrigo


Os animais que sobreviveram aos incêndios florestais na Austrália estão lutando contra a escassez. Para ajudá-los, o governo usou helicópteros e aviões para jogar vegetais nas áreas atingidas pelas queimadas e anunciou uma verba de 50 milhões de dólares australianos destinados a tentar garantir a sobrevivência desses animais.

Peter Parks/AFP

“É um bom começo para ajudar nos esforços de resposta aos animais que precisam e para restaurar o habitat que necessita de soluções a longo prazo. Entretanto, uma verba muito maior será necessária para recuperar as espécies ameaçadas. Precisamos de planos e tomar decisões que ajudem nossas florestas a cicatrizarem, as espécies ameaçadas a se recuperarem e as condições climáticas a estabilizarem”, disse o CEO da WWF Austrália, Dermot O’Gorman.

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Apesar das chuvas terem combatido os incêndios, mais de 10 milhões de hectares foram destruídos e mais de um bilhão de animais morreram. As informações são da Folha de S. Paulo.

A natureza, segundo o professor de Ecologia da Universidade de Sydney Chris Dickman, deve levar pelo menos 100 anos para se recuperar.

“Não há dúvidas de que alguns ecossistemas não voltarão a ser o que eram antes dos fogos, especialmente onde houve extinção local de espécies, o que ainda está sendo analisado. Em certos casos, sim, a natureza pode se regenerar, mas isso pode levar cem anos ou mais”, afirmou.

De acordo com um relatório do Departamento de Meio Ambiente da Austrália, quase 50 espécies de plantas e animais tiveram 80% do habitat destruído e outras 65 terão que viver em um espaço com metade do tamanho do local onde viviam. De 272 plantas, 16 mamíferos, 14 sapos, 9 pássaros, 7 répteis, 4 insetos e 4 peixes, e 1 tipo de aranha, 31 estão em extinção, 110 estão ameaçados e as outros 186 estão em condições vulneráveis.

Peter Parks/AFP

Os coalas e cangurus foram gravemente afetados pelas queimadas. No Hospital de Coalas, em Port Macquarie, 75 coalas estão em tratamento intensivo.

“Tem sido um trabalho exaustivo e muito desafiador. É muito triste quando você trata um coala por semanas e depois o vê morrer. Por outro lado, é gratificante quando conseguimos cicatrizar as feridas e os vemos comendo e subindo em árvores”, disse a presidente da instituição, Sue Ashton.

Além dos cangurus e dos coalas, os incêndios afetaram também os vombates. Os que sobreviveram, escondidos em buracos embaixo da terra, em seguida se depararam com um habitat destruído e sem alimento.

“Nem todos animais que vivem em áreas queimadas vão morrer diretamente pelo fogo, muitos ainda morrerão de fome por falta de alimento e abrigo”, explicou Chris Dickman.


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