Arara corre risco de voltar para o tutor que só a alimentava duas vezes por semana


A ave só não morreu porque a vizinha jogava frutas e pão pelo muro a fim de acertar a gaiola

Arara de nome Jack está hoje em santuário. Foto arquivo pessoal

Essa é uma história triste, mas pode ter um final mais triste ainda se, depois de resgatada e tratada, a arara de nome Jack, tiver que deixar o santuário onde vive hoje e retornar para seu antigo tutor. Em 2017, a bióloga Eryka Zolcsak de Sousa foi acionada pela Polícia Ambiental para acompanhar uma denúncia de maus-tratos a uma arara na zona leste de SP.

“Quando chegamos na casa encontramos a arara numa gaiola suja que era mantida numa casa em reforma sem nenhum morador. A ave estava claramente desnutrida e desidratada. O próprio tutor me disse, por meio de mensagem no celular, que alimentava a arara apenas duas vezes por semana. Tenho o print dessa mensagem e ela, inclusive, consta do processo que me garantiu a guarda provisória”, conta.

Eryka explica que o animal só não morreu porque uma vizinha jogava frutas e pão em cima da gaiola e também molhava a ave por meio de uma mangueira nos dias mais quentes: “Com a mangueira ela conseguia refrescar um pouco a arara que em boa parte do dia precisava ficar no chão da gaiola tentando escapar do sol”.

Local onde a arara era mantida: numa gaiola em casa em reforma sem nenhum morador. Foto arquivo pessoal

Segundo a bióloga, o tutor ficou de entregar a documentação para que ela ficasse com a guarda definitiva, mas depois mudou de ideia e acabou a processando para ter de volta o animal. A situação atual é assim: Eryka foi intimada por uma juíza a pagar R$ 5 mil para uma perita em Medicina Veterinária analisar todo o processo e decidir se a arara pode ficar definitivamente no santuário. O prazo para fazer isso está se esgotando e Eryka não tem como pagar a perita indicada pela juíza.

Caso não pague os R$ 5 mil, Eryka perde o processo e a ave é devolvida ao tutor mesmo com esse histórico de maus-tratos. “Na época do resgate a arara passou por veterinários e tenho três laudos atestando os maus-tratos. O mais chocante é que o próprio tutor também é veterinário segundo o que ele me disse”.

Jack está há dois anos num santuário e corre o risco de retornar ao antigo tutor. Foto arquivo pessoal

Para tentar levantar o valor da perita, Eryka criou uma VAKINHA.

Enquanto isso, Jack, desfruta de um lugar muito diferente da onde veio. É um viveiro onde tem comida e água à vontade e até espaço para voar uma curta distância se quiser. Um lugar onde recebe o respeito que merece. Basta ver esse video de Jack no santuário:

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