Morte de cangurus patrocinada pelo governo pode continuar apesar das mortes nos incêndios


Foto: Pinterest
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O ACT ou Australian Capital Territory (Territórios da Capital Australiana) – um distrito federal que abrange a capital do país, Canberra, e outras cidades vizinhas – ainda pode prosseguir com a morte em massa de cangurus em 2020, mesmo com as previsões da morte de mais de um bilhão de animais nos incêndios florestais da Austrália nesta temporada.

De acordo com a Diretoria de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Sustentável do ACT, a morte tem como objetivo a “conservação”, e o resultado de 2019 levou 4.035 cangurus à morte em muitas das reservas do estado.

As mortes em massa são realizadas com a desculpa de que ajudam a preservar pastagens onde outros animais, como lagartos e roedores, se alimentam. Os números calculados vêm de contagens de cangurus e análises de vegetação nas reservas. De acordo com o Código Nacional de Prática para Tiro Humano em Cangurus e Wallabies, os cangurus só podem ser atingidos na cabeça, embora tiros de coração sejam permitidos para matar animais que são feridos e apenas profissionais são auditados.

A Austrália também explora cangurus por sua carne e pele. Proprietários de fazendas em Nova Gales do Sul também podem obter licenças de morte de cangurus se os marsupiais chegam a suas terras.

No entanto, se a morte em massa acontecerá em 2020, ainda não foi decidido, pois prevê-se que mais de 800 milhões de animais morreram apenas em Nova Gales do Sul, de acordo com a Universidade de Sydney. A atualização feita pelo professor Chris Dickman cobre animais que provavelmente foram mortos diretamente pelos incêndios ou sucumbiram posteriormente devido ao “esgotamento dos recursos alimentares e de abrigo”. Em Nova Gales do Sul, os parques nacionais da costa sul e de Kosciuszko foram fechados devido a incêndios florestais.

O professor Dickman adverte que a “verdadeira perda” da vida animal provavelmente será muito maior, com a vida selvagem de Nova Gales do Sul sob crescente pressão de uma série de ameaças, incluindo limpeza de terras, pragas exóticas e mudanças climáticas. De acordo com a atualização, 34 espécies e subespécies de mamíferos nativos foram extintas na Austrália nos últimos 200 anos, a maior taxa de perdas para qualquer região do mundo.

Outros estados, como Victoria e Queensland, interromperam as mortes em massa devido aos incêndios e secas. De acordo com a ABC News, o Departamento de Meio Ambiente e Ciência de Queensland (DES) anunciou em novembro de 2019 que interromperia a morte patrocinada de cangurus cinzentos do leste devido às populações terem caído.

A morte em massa de cangurus permitida pelo governo na Austrália tem sido uma mancha na reputação internacional do país, ONGs conservacionistas classificam o ato como cruel, afirmando que há outras formas de lidar com desequilíbrio populacional que não envolvam a morte. O grupo de defesa animal, Coletivo de Ação Anti-Especiesista, com sede na capital do país, Canberra, acredita que as práticas são desumanas e cruéis. “Os cangurus, que formam grupos familiares próximos, são cercados por pequenas áreas, enquanto atiradores com silenciadores atiram nos animais após o anoitecer”, diz o site. “Muitos cangurus levam tiros por todo o corpo que resultam em mortes agonizantes e lentas”.

“Filhotes que ainda vivem nas bolsas de suas mães e outros mais jovens que já andam são jogados contra objetos sólidos ou decapitados, e cangurus mais velhos que conseguem escapar são deixados para morrer de fome sem que suas mães os protejam”, explica o site.

Um porta-voz do governo do ACT disse à Newsweek: “O governo do ACT está focado no gerenciamento de incêndios e riscos associados à situação atual. “O governo do ACT avaliará se há necessidade de realizar o gerenciamento de cangurus no devido tempo. Antes de qualquer decisão, o número de cangurus e as condições dos parques e reservas serão avaliados para determinar as ações apropriadas necessárias no futuro”. As informações são da Newsweek.

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