Animais selvagens passam a viver nas ruínas da usina nuclear abandonada de Fukushima


 A vida selvagem prospera em meio à devastação em Fukushima | Foto: Universidade da Geórgia
A vida selvagem prospera em meio à devastação em Fukushima | Foto: Universidade da Geórgia

O terremoto e o tsunami de 2011 que causaram o derretimento de reatores da usina nuclear de Fukushima levaram o governo japonês a evacuar uma área enorme, à medida que a radiação perigosa se espalhou pelas redondezas.

A região evacuada, dividida em várias zonas com base na propagação da radiação, tornou-se o lar de uma grande variedade de animais selvagens que aparentemente encontraram uma maneira de prosperar em meio à desolação, apesar da radiação.

Pesquisadores instalam câmeras em todas as zonas. Eles foram capazes de coletar mais de 267 mil imagens ao longo de dois períodos de 60 dias, oferecendo uma visão única dos animais que passeavam pelo campo de Fukushima – incluindo porcos selvagens, macacos e uma raposa.

“Com o tempo, algumas espécies de animais selvagens responderam favoravelmente à ausência de seres humanos, mesmo na presença de altos níveis de radiação, resultando em uma reconfiguração das zonas de evacuação”, disse à Earther, Thomas Hinton, radioecologista do Instituto de Radioatividade Ambiental da Universidade de Fukushima, que trabalhou no estudo.

Os seres humanos exercem uma pressão incansável sobre os animais. Seja pela limpeza constante da terra para atividades agrícolas (perda de habitat), por incêndios florestais ou por um clima quente (mudanças climáticas), alguns cientistas acreditam que estamos no início de um sexto evento de extinção em massa.

O estudo, divulgado na sexta-feira (03), foi publicado na revista Frontiers in Ecology.

“Os seres humanos são o câncer da natureza”, explicou Hinton. “Nossa presença sempre em expansão tem impactos discerníveis em muitas espécies selvagens. A natureza, no entanto, é resistente e, se o estresse da presença humana persistente for reduzido, muitas populações de animais selvagens estão prestes a se recuperar e aumentar em número”.

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