Solidariedade

Soldados britânicos ajudam a salvar 17 rinocerontes negros ameaçados de extinção

O segundo batalhão real “Royal Gurkha Rifles” trabalhou em conjunto com a ONG African Parks e o departamento de vida selvagem para realizar a tarefa

Foto: African Parks

Tropas britânicas numa missão conservacionista ajudaram a realocar rinocerontes negros ameaçados em uma ação recente contra a caça.

De acordo com a Sky News, o segundo batalhão “Royal Gurkha Rifles” passou três meses no Malawi, na África. As tropas treinaram guardas florestais antigos e novos em patrulhas mais eficazes. Enquanto estiveram lá, eles ajudaram o African Parks – uma organização sem fins lucrativos de conservação que trabalha com governos e comunidades locais – a transferir 17 rinocerontes negros da África do Sul para o Malawi.

O Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem Ezemvelo KZN Wildlife também trabalhou no projeto.

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Rinocerontes negros em perigo

Foi uma das maiores realocações internacionais de rinocerontes até agora, atendendo aos animais transportados por terra e ar. As populações de rinocerontes negros caíram drasticamente no século 20 por ação de caçadores e colonizadores europeus.

Entre 1960 e 1995, o número de rinocerontes negros caiu 98%, para apenas 2.500, segundo o WWF (World Wildlife Fund). Suas populações fizeram uma recuperação dramática. Hoje, existem cerca de 5.500 desses animais vivendo em estado selvagem. Mas a espécie ainda está criticamente ameaçada. Eles ainda são alvo de caçadores, que matam o animal para vender seus chifres no mercado negro.

A missão de transporte teve “um enorme sucesso”, de acordo com o major Jez England, oficial que comandava a equipe de combate à caça do exército britânico em Liwonde.

Ele disse à Sky News: “Não apenas compartilhamos habilidades com os guardas florestais, melhorando sua eficiência e capacidade de patrulhar áreas maiores, mas também oferecemos uma oportunidade única para nossos soldados treinarem em um ambiente desafiador. Ajudar com a mudança dos rinocerontes foi um encerramento adequado para o nosso tempo no Malauí, aproximar-se dos animais que estamos aqui para ajudar a proteger foi uma experiência que os soldados não esquecerão”.

Até agora, as tropas britânicas ajudaram a treinar 200 guardas florestais no Malawi. Não há caça ilegal de “espécies de alto valor” (cujas partes do corpo alcançam alto valor no mercado negro) desde 2017.

O secretário de Defesa Ben Wallace disse à Sky News: “Trabalhar com comunidades locais, governos anfitriões e grupos de defesa de animais selvagens é essencial para nossa abordagem. Queremos ver soluções sustentáveis lideradas pela comunidade que ajudem a promover a segurança e a estabilidade para as pessoas e a vida selvagem da África”.

No Parque Nacional Kruger, na África do Sul, as autoridades estão considerando tomar medidas exclusivas para proteger a vida selvagem. O Times relata que selfies de turistas estão atraindo a atenção dos caçadores, involuntariamente, revelando a localização de animais em extinção. O parque está considerando obstruir os sinais do telefone como resultado.

O governo do Reino Unido comprometeu cerca de 192 milhões de reais entre 2014 e 2021 para  um programa de guarda florestal contra a caça, financiado pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais.

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