Avanço

Tribunal inglês decide que veganismo é uma escolha ética protegida por lei

Homem demitido após questionar investimento de fundos de seu empregador ganha decisão de que tem direito a proteção contra discriminação

Foto: ONG Bitesizevegan

Um tribunal do trabalho na Inglaterra decidiu que o veganismo ético é uma crença filosófica e, portanto, é protegida por lei.

Jordi Casamitjana disse que a League Against Cruel Sports (Liga Contra Esportes Cruéis), uma ONG baseada no Reino que atua contra a caça, o demitiu de seu emprego depois que ele questionou a entidade de que seu fundo de pensão estava sendo investido em empresas envolvidas em testes em animais.

Ele afirma que foi injustamente punido por fazer essa divulgação e que a decisão de demiti-lo foi por causa de sua crença filosófica no veganismo ético.

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No tribunal da cidade de Norwich, na Inglaterra, na sexta-feira (03), o juiz Robin Postle fez um breve julgamento sumário, determinando que o veganismo ético satisfaz os preceitos necessários para que seja uma crença filosófica e, portanto, é protegido pela Lei da Igualdade de 2010 do país.

Ele também determinou que Casamitjana, 55 anos, que vive em Londres, é adepto à crença do veganismo ético.

Para que uma crença seja protegida pela lei, ela deve passar por uma série de testes, incluindo ser digno de respeito em uma sociedade democrática, ser compatível com a dignidade humana e não conflitar com os direitos fundamentais de terceiros.

A decisão significa que os veganos éticos têm direito à proteção contra a discriminação.

Os veganos por alimentação e os veganos éticos se alimentam de uma dieta baseada em vegetais, mas os veganos éticos também tentam excluir todas as formas de exploração animal, incluindo não usar roupas feitas de lã ou couro e não usar produtos testados em animais ou qualquer produto de origem animal.

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