Agricultura Celular

Startup holandesa arrecada 10 milhões de dólares para desenvolver carne de porco feita em laboratório

A empresa Meatable defende que “existe uma maneira de satisfazer o apetite mundial por carne sem prejudicar pessoas, animais ou o planeta", de acordo com seu CEO e cofundador, Krijn de Nood

Foto: Divulgação
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Neste mês, a startup de tecnologia alimentar baseada em Amsterdã (Holanda), Meatable, anunciou que levantou 10 milhões de dólares em uma rodada de financiamento inicial, elevando seu financiamento total para 13 milhões de dólares até o momento, concedidos em parte pela Comissão Europeia. A empresa usará os recursos para promover sua missão de criar carne de porco real por meio da agricultura celular.

A tecnologia usada pela Meatable, OPTI-OX – que é construída sobre as bases da pesquisa ganhadora do Prêmio Nobel e otimizada pelos cientistas das universidades de Stanford e Cambridge – usa apenas uma célula animal para produzir carne em um curto período de tempo, resolvendo o problema da reprodução celular para produção de carne.

“Acreditamos que ninguém deveria desistir da carne que gosta de comer – existe uma maneira de satisfazer o apetite mundial por carne sem prejudicar pessoas, animais ou o planeta”, disse o CEO e cofundador da Meatable, Krijn de Nood.

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Meatable participou do programa Eurostars-2, onde a empresa recebeu o rótulo Eureka, uma classificação reservada para empresas preparadas para causar um impacto global.
“Nossa missão é nos tornar a principal opção em carnes produzidas de forma sustentável e eficiente”, disse Krijn de Nood.

“Para alcançar essa missão, precisaremos resolver o desafio de expansão da indústria de carnes cultivadas. Esperamos que a inauguração do nosso primeiro protótipo neste verão mostre que estamos fazendo progressos reais para cumprir nossa missão”, ressaltou o executivo

Em 2013, Mark Post – professor de fisiologia vascular da Universidade de Maastricht, na Holanda, e diretor científico da empresa de células Mosa Carne – apresentou o primeiro hambúrguer de carne cultivada, que custou aproximadamente 325 mil dólares para ser criado. Desde então, empresas de todo o mundo estão trabalhando para criar versões mais baratas e sem crueldade de carne, frango, porco e peixe.

Em outubro, a startup californiana JUST deu uma guinada em termos de produção de alimentos sem crueldade ao responder à antiga pergunta: “O que veio primeiro? A galinha ou o ovo?”, quando depois de aperfeiçoar seu produto “JUST Egg” (Apenas Ovo) vegano, anunciou que o frango à base de células estava pronto para comercialização em pequena escala a 50 dólares a unidade. As informações são do VeggieNews.

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