Poluição

Manchas de óleo no Nordeste já atingiram 127 municípios

Número de espécies na Praia do Forte (BA) caiu quase 47% e o número de animais diminuiu em quase 66%

Segundo o Ibama, manchas de óleo já afetaram 907 localidades de 127 municípios de 11 estados (Acervo: Jornal de Brasília)
Segundo o Ibama, manchas de óleo já afetaram 907 localidades de 127 municípios de 11 estados (Acervo: Jornal de Brasília)

De acordo com informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as manchas de óleo que atingiram as praias do Nordeste brasileiro já afetaram 907 localidades de 127 municípios de 11 estados. Além disso, já foram encontrados 155 animais com óleo no corpo.

Quarta-feira (11), durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o tema na Câmara dos Deputados, a cientista Yara Schaeffer-Novelli, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), criticou a morosidade do governo em agir para conter as manchas de óleo no litoral nordestino. A especialista questionou porque o Plano Nacional de Contingência, criado em 2013, não foi acionado a tempo, de acordo com informações da Agência Câmara.

Francisco Kelmo, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), mostrou dados de um estudo feito em uma amostra de recifes de corais próximo à Praia do Forte. Entre abril e outubro deste ano, o número de espécies caiu quase 47% e o número de animais diminuiu em quase 66%. O índice de branqueamento, que revela a contaminação dos corais e que tem média de 5 a 6% habitualmente, subiu para quase 52%.

Representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ronald de Souza detalhou a ação de correntes marinhas, dos ventos na costa brasileira e do regime de ondas. Ele enfatizou a importância de ações preventivas para evitar que desastres semelhantes aconteçam no futuro, pois reconheceu que, atualmente, não existe um sistema eficiente.

“A nossa proposta é instalar antenas de satélite que recebem dados de [outros] satélites que estão voando já, de outros países ou nossos mesmos, desde a ilha dos Açores, com a colaboração do governo de Portugal, até o sul do Brasil. Nós temos um sistema que já está didaticamente entendido de como tratar essas imagens e, principalmente, saber se aquele alvo colocado como óleo é realmente óleo, se é um falso óleo ou um alvo verdadeiro.”


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