Incêndios florestais

Leonardo DiCaprio responde Bolsonaro após ser acusado de financiar queimadas na Amazônia

MARIO ANZUONI (REUTERS)

O artista afirmou que não financia as ONGs “que estão atualmente sob ataque”


O ator Leonardo DiCaprio rebateu a acusação do presidente Jair Bolsonaro de que ele teria financiado queimadas na Amazônia. Bolsonaro acusa ONGs de incendiar a floresta e afirma que as organizações receberam dinheiro do ator norte-americano.

DiCaprio divulgou uma nota por meio da qual afirma que não financia as ONGs “que estão atualmente sob ataque”. O ator reforçou, no entanto, que as entidades merecem apoio. As informações são da BBC News.

MARIO ANZUONI (REUTERS)

“O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de fazer parte dos grupos que os protegem”, afirmou o ator, que elogiou “o povo do Brasil que trabalha para salvar seu patrimônio natural e cultural”.

Bolsonaro acusou o ator norte-americano e a organização WWF de serem os responsáveis por queimadas na Amazônia. DiCaprio, no entanto, é conhecido por sua atuação em prol da preservação da natureza, assim como a entidade.

“O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e então o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá”, disse Bolsonaro, sem apresentar nenhuma prova contra o ator e a ONG, que também se posicionou afirmando que não recebeu qualquer doação de DiCaprio.

Bolsonaro fez essa afirmação após a Polícia Civil do Pará prender quatro voluntários da Brigada de Incêndio de Alter do Chão e apreender documentos da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA).

Atividades, entidades indígenas e grupos que atuam em prol da preservação da Amazônia criticaram veementemente a ação policial, apontando perseguição e criminalização da entidade.

O PSA é uma entidade fundada por médicos que trabalha em prol da preservação do meio ambiente e que auxilia as comunidades ribeirinhas há 30 anos. A Brigada de Alter do Chão foi criada em 2018. Os voluntários, ao contrário do que acusam as autoridades, atuam em prol da preservação da Amazônia, combatendo as queimadas em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Na última quinta-feira (28), os brigadistas foram soltos. Uma decisão judicial determinou que Daniel Gutierrez Govino​, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner fossem colocados em liberdade após o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), determinar que o delegado do caso fosse substituído e o Ministério Público Federal (MPF) enviar ofício à Polícia Civil do Pará solicitando acesso integral ao inquérito que acusa os voluntários. Não há elementos na investigação federal que aponta a participação de brigadistas ou ONGs no caso.


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