Reino Unido

Jovens estão deixando de comer carne em números recordes, diz pesquisa

Segundo os dados registrados, dois terços dos adolescentes pesquisados reconhecem e consideram a mudança climática como a questão mais importante da atualidade

jovFoto: AdobeJovens com idades em torno dos 18 anos estão abandonando a carne “em números recordes”, de acordo com novos dados.

A Eating Better Alliance (Aliança Comendo Melhor), uma ONG baseada no Reino Unido, encomendou ao YouGov (empresa global de opinião pública e dados) uma pesquisa para descobrir se os hábitos alimentares estavam mudando entre os adolescentes em resposta às crescentes preocupações sobre carne e mudanças climáticas.

Segundo o resultado, 63% dos adolescentes de 11 a 18 anos do Reino Unido disseram que o meio ambiente e as mudanças climáticas são as questões mais importantes para eles – acima do Brexit (54%) e da Saúde (42%).

Deixando de comer carne

Os resultados mostram que 25% dos jovens de 18 anos são vegetarianos ou veganos – comportamento que os pesquisadores atribuem ao fato deles terem “mais liberdade para escolher o quê e como comem” em comparação com os colegas mais jovens – apenas 6% dos jovens de 11 anos são vegetarianos ou veganos.

Além disso, jovens de 18 anos estão mais conscientes do meio ambiente e das mudanças climáticas do que os adolescentes mais jovens, com mais de três quartos (76%) dos jovens de 18 anos considerando o meio ambiente e as mudanças climáticas alguns dos principais problemas, em comparação com 66% das crianças de 11 anos.

De acordo com a Eating Better Alliance, esses dados mostram que os habitantes de 18 anos no Reino Unido estão descartando carne em números recordes.

Reduzindo a ingestão de carne

Quase um terço – 29% dos jovens de 11 a 18 anos querem reduzir o consumo de carne, mas “nem sempre é fácil” – em parte porque elas não têm voz ou opinião em relação às compras de alimentos em casa.

A pesquisa mostrou que aqueles que querem consumir menos carne pedem por opções veganas e vegetarianas disponibilizadas nas cantinas das escolas.

Reduzir o consumo de carne e laticínios

Esse é o objetivo em que a Eating Better Alliance está trabalhando – a organização está pedindo uma redução de 50% dos atuais níveis de consumo de carne e laticínios no Reino Unido até 2030 e uma transição para carnes e laticínios veganos como padrão.

No início deste ano, a Eating Better lançou seu Better by Half (Melhor pela Metade): roteiro, “estabelecendo 24 ações a serem tomadas em cinco setores da sociedade para criar um ambiente alimentar em que todos possam fazer escolhas que sejam melhores para eles e para o meio ambiente”.

“Servir menos carne”

“Todos devemos prestar muita atenção aos dois terços dos adolescentes pesquisados que reconhecem a mudança climática como a maior questão no momento”, disse Simon Billing, diretor executivo da Eating Better. “O aumento da conscientização afetará a maneira como eles comem, fazem compras e votam”.

Rob Percival, chefe de política da Soil Association, disse: “Esta pesquisa mostra que os adolescentes desejam que as escolas sirvam ‘menos e melhor’ carne”.

“O governo deve usar a atualização contínua dos padrões de alimentação escolar para reequilibrar as refeições nas escolas, disponibilizar mais feijões, leguminosas, proteínas vegetais e carne orgânica mais sustentável, feita de vegetais e orgânica. Não podemos evitar a necessidade de mudar as dietas, se levamos a sério a luta contra o clima, a natureza e as crises de saúde”.

Assumindo um compromisso

Emily Wilson, chefe de programas da ONG FOUR PAWS UK, acrescentou: “Lançamos o Make Food Kinder, destinado a ajudar as autoridades locais a reduzir o volume de carne e produtos de origem animal em seus contratos públicos”.

“Ficamos emocionados ao ver que instituições em todo o país estão reduzindo o volume de carne que estão oferecendo e, ao fazê-lo, ajudando a combater as mudanças climáticas”.

“A forma como o dinheiro público é gasto envolve toda a população – e queremos que as autoridades do mundo todo assumam compromissos semelhantes para que possamos ter um futuro mais saudável e sustentável”.

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