Sofrimento Extremo

Golfinho depressivo bate a cabeça contra as paredes do aquário que o mantém cativo

Turistas filmaram o comportamento do golfinho e enviaram a uma ONG de proteção de mamíferos marinhos, que compartilhou as imagens nas redes sociais como forma de conscientizar o público sobre o sofrimento desses animais

Foto: Tipwam/Shutterstock
Foto: Tipwam/Shutterstock

Durante uma visita ao Resorts World Sentosa (RWS) S.E.A. um aquário em Cingapura no ano passado, um visitante ficou tão perturbado com algo que viu que decidiu gravar as imagens em vídeo. Ele enviou as filmagens para a ONG Empty The Tanks (Esvaziem os Tanques), que está baseada nos Estados Unidos e luta acabar com o cativeiro de golfinhos e baleias. Recentemente, a Empty the Tanks compartilhou o vídeo nas mídias sociais para chamar a atenção para o sofrimento de mamíferos marinhos em cativeiro.

No vídeo, um golfinho (um dos vinte que são mantidos em cativeiro naquela instalação) pode ser visto repetidamente batendo a cabeça contra a parede do tanque. Este é um sinal claro de depressão. Naomi Rose, uma cientista especializada em mamíferos marinhos que trabalha no Instituto de Bem-Estar Animal dos EUA, disse ao jornal The Straits Times que este comportamento é “um sinal de tédio, neurose, depressão” e completou: “É difícil dizer exatamente o que está acontecendo nas imagens, mas é definitivamente um sinal de problemas de saúde emocional”.

A fundadora da ONG, Rachel Carbary, diz que compartilhou as imagens (que podem ser vistas acima) nas mídias sociais “na esperança de chamar mais atenção para a situação desses animais sensíveis que continuam sofrendo privados de sua liberdade e da companhia de seus companheiros”.

O Resorts World Sentosa afirma que o golfinho está “apenas curioso” sobre os arredores, como a maioria dos golfinhos. Mas esse tipo de comportamento repetitivo é um sinal de compulsão e tédio, resultado da vida em cativeiro. Na natureza, os mamíferos marinhos nadam livremente com suas famílias. Eles não vivem confinados a pequenos tanques.

Alguns comportamentos estereotipados de sofrimento mental incluem nadar em círculos repetidamente, bater com o bico (ou nariz) repetidamente no ar e permanecer imóvel na superfície ou no chão do aquário por períodos relativamente longos.

Em cativeiro, golfinhos e baleias até se machucam e chegam a quebrar os dentes no extremo do tédio, o que os leva a morder as barras de suas celas. Esses animais sofrem doenças incomuns, barbatanas dorsais que caem, mortes precoces e ficam tão deprimidos que muitos até se encalharam propositalmente na tentativa de cometer suicídio.

Se você não deseja apoiar o cativeiro de golfinhos e baleias, assine este compromisso de não visitar lugares que mantêm mamíferos marinhos em cativeiro para o entretenimento de humanos.

Você também pode assinar esta petição pedindo o fim do Sea World Organizations, um dos maiores e piores tipos de parques aquáticos com mamíferos marinhos em cativeiro de todo o mundo.

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