Crime

Em audiência, Célio Studart defende fim da matança de jumentos para consumo

“Isso é inaceitável. Estamos falando de animais que têm fome, sede e sentem dor. Nosso objetivo é acabar com o abate em qualquer frigorífico”

Parlamentar destacou que com o alto índice de abandono desses animais, os jumentos viraram alvos de um comércio cruel e criminoso (Foto: Reprodução)
Parlamentar destacou que com o alto índice de abandono desses animais, os jumentos viraram alvos de um comércio cruel e criminoso (Foto: Reprodução)

Na terça-feira (3), o deputado Célio Studart (PV-CE) presidiu audiência pública sobre o abate e comercialização da pele de jumentos realizada na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS). O parlamentar destacou que com o alto índice de abandono desses animais, os jumentos viraram alvos de um comércio cruel e criminoso.

São capturados, mantidos em condições precárias e vendidos para abatedouros, sem nenhum tipo de fiscalização. “Isso é inaceitável. Estamos falando de animais que têm fome, sede e sentem dor. Nosso objetivo é acabar com o abate em qualquer frigorífico”, explicou.

Na audiência, a representante da Frente de Defesa dos Jumentos, Gislane Brandão, mostrou como esses animais têm vivido e a situação em que são encontrados. Apresentou muitos casos de mortes por desnutrição severa, falta de cuidados e doenças como anemia infeciosa equina e mormo, causada por bactéria que pode ser transmitida para o ser humano. Ainda assim, esses animais são abatidos e vendidos para o consumo humano sem qualquer preocupação sanitária.

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Já a diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vânia Plaza, lembrou da importância do Brasil ter sus próprias leis e atender aos interesses dos brasileiros, e não de outros países. Ela fazia uma referência ao caso ocorrido em janeiro deste ano, por meio de denúncia anônima, no qual 200 animais que seriam abatidos e exportados para a China morreram por falta de água e comida. Ressaltou também que a solução para os jumentos não é o abate, mas sim a criação de políticas públicas a curto, médio e longo prazo.

O deputado aproveitou para lembrar das outras formas de exploração sofridas pelos jumentos, que ainda são usados como tração de carroças e atração para turistas nas praias, onde são pintados, decorados e obrigados a carregar pessoas o dia todo. Célio repudiou a forma com que esses animais são tratados.

Também participaram, como expositores, a bióloga e representante da ONG The Donkey Sanctuary, Patrícia Tatemoto, o diretor da ADAB – Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Rui Leal, e o assessor de assuntos socioambientais do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Francisco.


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