Crime

Cadela baleada morre após agonizar durante 10 horas em Minas Gerais

Foto: Arquivo pessoal

A cadela foi baleada por volta das 12h30 e morreu às 23h. O tutor de Pipoca, como era chamada, não está conseguindo comer por causa da tristeza causada pela falta do animal


Uma cadela da raça pinscher foi baleada e morreu após agonizar durante 10 horas em Capitão Enéas (MG). Um homem de 67 anos foi detido suspeito de atirar no animal na quarta-feira (27). Ele teria usado uma espingarda de pressão.

Foto: Arquivo pessoal

A tutora da cadela, Rosângela Maria da Silva, chamou a polícia após ver Pipoca ferida. “Eu gritei e fiquei sem saber o que fazer porque ela estava sentido muita dor. Resolvi chamar a polícia porque isso foi um crime. Eu estava costurando em frente a minha janela e escutei a cachorrinha latindo. Quando eu levantei para chamá-la pela janela, eu vi ele atirando com uma espingarda. Ela foi baleada na barriga, saiu latindo e veio correndo para o quintal”, contou Rosângela ao G1.

A cadela estava em um lote vago que fica entre duas casas. De acordo com a tutora, Pipoca ia sempre ao local porque um de seus filhotes foi doado para o vizinho.

“A primeira gestação da Pipoca foi há cinco meses, nasceram seis filhotes e doamos um para ele. Pipoca ficava presa, mas sempre que eu soltava ela ia para o lado da casa do vizinho porque esse filhote dela está lá, mas ela nunca entrou na casa, só ficava rodando lá perto. Ele atirou de maldade. Na época da doação nós éramos amigos, mas depois ele se desentendeu com o meu marido”, disse.

Detido, o homem foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Francisco Sá, mas foi liberado depois que assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

“Ele foi ouvido e negou ter atirado no animal. Instauramos um inquérito para investigar o caso e o suspeito vai responder em liberdade por maus-tratos a animais. Como é um crime de menor potencial ofensivo, não impõe prisão, mas a penalidade será definida pelo juiz”, explicou a delegada Juliana Graice Guedes. A polícia apreendeu a espingarda encontrada com o homem para que ela seja submetida à perícia.

A cadela foi baleada por volta das 12h30 e morreu às 23h. Na cidade onde o crime aconteceu não tem veterinário, por isso a tutora levou o animal ferido até uma pet shop na tentativa de socorrê-lo.

Foto: Arquivo pessoal

“Procurei o dono do pet shop e ele deu uma injeção para aliviar a dor, mas aí ela não aguentou e morreu à noite. Depois, conseguimos encontrar uma pessoa que retirou o chumbinho da barriga dela e entregamos o material na delegacia”, disse.

Pipoca tinha três anos e vivia com a família há um ano. “Meu marido trabalha como taxista e Pipoca era sempre minha companhia, era como se fosse uma filha. Me apeguei muito com ela, onde eu ia ela ia atrás. Nós ficávamos o dia todo sozinhas e ela adorava pular no meu colo”, contou Rosângela.

Aos finais de semana, o marido de Rosângela brincava com a cadela. “Ela sempre gostava de deitar do meu lado e nós ficávamos brincando. Pipoca era a minha vida, a alegria da minha casa. Não estou conseguindo nem comer de tanta tristeza”, disse Wladimir Emerson.

A cadela foi enterrada na quinta-feira (28) em um local próximo à casa onde vivia.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui