Maus-tratos

Cachorrinha morre de insolação após ser deixada fechada em van por seus cuidadores

Betty, de apenas dois anos, era uma cadelinha da raça bulldog e ficou sob os cuidados de pet sitters (babás de cães) da empresa Petpals, enquanto a tutora trabalhava

Foto: Gazette Media
Foto: Gazette Media

Davina Boyes, 34, ficou inconsolável depois que seu cachorro morreu de insolação quando os cuidadores contratados por ela deixaram o animal preso  numa van em um dia quente de verão.

A cachorrinha da raça bulldog de dois anos, Betty, ficou sob os cuidados de cuidadores da empresa Petpals, enquanto ela trabalhava.

Mas quando ela deixou Betty pela manhã, não fazia ideia de que ao final do dia seria informada que sua cachorrinha havia morrido.

A tutora e seu marido Steve, 43 anos, ficaram devastados, o casal recebeu um pedido de desculpas da cuidadora – que já ficara com Betty muitas vezes no passado e a levara para passear – quando ela deu as trágicas notícias à família.

Desde então, a Petpals pagou 3 mil libras (cerca de 16 mil reais) como compensação ao dano causado, mas a tutora disse que o dinheiro nunca trará de volta um membro da família. Davina, que vive em Guisborough, North Yorkshire, disse ao Metro UK em matéria de 21 de novembro: “Não há como compensar financeiramente a perda de alguém que se ama”.

“Sinto-me absolutamente destruída, ficamos arrasados com o que aconteceu com a nossa amada cachorra e isso poderia ter acontecido com qualquer outro cachorro também”, acrescentou ela. “Você acha que seu cão está seguro, especialmente usando os serviços de uma grande empresa. O que poderia dar errado?”.

A Petpals insiste que suas vans são climatizadas e o veículo ainda estava frio quando os cuidadores voltaram ao veículo depois de passear com outros cães. Davina disse que acredita que um grupo de cães foi levado para passear na praia de Redcar.

Foto: Gazette Media
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Depois que o primeiro grupo, incluindo Betty, foi levado para caminhar na praia, os cães foram deixados na van enquanto a próxima turma foi passear.

Davina disse: “Eles exercitaram o primeiro grupo e colocaram os cães de volta na van. Quando foram deixar o segundo grupo, Betty estava vomitando. Eles a levaram ao veterinário, mas quando chegaram lá ela já estava com morte cerebral e insolação grave. Pagaram as contas do veterinário, enviaram flores, pediram muitas desculpas, mas isso realmente não importa quando o seu cachorro está morto”.

Davina continuou: “Ficamos arrasados. Tivemos que assinar os papéis para que ela fosse sacrificada, foi de partir o coração porque Betty era nossa família”.

A tutora descreveu Betty como “enérgica, engraçada e fofa” e disse que desde então acolheu outro cão da raça buldogue, Barbara, de quatro meses de idade, que agora faz parte da família e desde que entrou em suas vidas está ajudando o casal a lidar com a perda.

Kevin Thackrah, diretor da Petpals, disse: “Revisamos a correspondência e a investigação realizadas na época e, embora não neguemos que Betty tenha morrido sob os cuidados de nossa franquia Redcar, não estava claro que isso se devia inteiramente ao fato de ela ter sido deixada na van por 20 minutos, pois o veículo era climatizado e estava ainda fresco quando os cuidadores voltaram  depois de passear com outros cães. Acreditamos que a insolação deveu-se principalmente a uma caminhada em um dia muito quente. Nenhum dos outros cães sob responsabilidade dos cuidadores sofreu dano naquele momento”.

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