Elefantes ameaçados de extinção voltam a aparecer na Nigéria


Foto: Pinterest
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No nordeste da Nigéria, perto das fronteiras do países Chade e dos Camarões (África Ocidental), cerca de 250 elefantes foram vistos. Esta é a primeira vez em uma década ou mais que um rebanho desse tamanho é visto desde que os jihadistas do Boko Haram (organização terrorista) começaram sua insurgência na área.

“A observação deste rebanho significa que a população de elefantes da Nigéria dobrou efetivamente”, disse Tunde Marokinyo, co-fundador da ONG conservacionista Africa Nature Investors, entusiasmado.

A Floresta Sambisa se tornou o marco zero para a base de operações do Boko Haram em 2014. Isso teve um forte impacto nas populações de elefantes, pois as três principais rotas de migração atravessam diretamente a floresta que antes era uma reserva do tamanho da Bélgica.

Essas rotas de migração seguiram os rios e outras fontes de água que o Boko Haram usou como rota de fuga durante o bombardeio de sua posição pela artilharia. Os intensos combates e bombardeios aéreos, tanto lá como nas margens do lago Chade, mataram e assustaram a maioria dos animais selvagens, particularmente os animais maiores, como elefantes.

Foi um mistério o que aconteceu com os elefantes que antes viviam nas savanas de Borno e a floresta da Sambisa até agora.

“Isso mostra que a paz está ressurgindo lentamente”, disse à RFI Kabiru Wanori, comissário ambiental do estado de Borno.

“Enviámos nosso diretor do Departamento de Florestas, Peter Ayuba, para confirmar a observação e realizar uma avaliação de impacto”, confirmou Wanori.

Enquanto a guerra está morrendo lentamente, os elefantes enfrentam uma nova ameaça, pois a demanda por carne aumentou muito mais do que os elefantes ou outros animais selvagens locais. Como é visto em todo o mundo, ultimamente nas florestas tropicais da Amazônia, a pastagem de animais de criação, principalmente bois e vacas, destrói habitats e na Nigéria e redondezas isso não é diferente. Os elefantes estão sendo empurrados ainda mais para Camarões (país vizinho), e saindo da Nigéria, pela destruição do habitat que ocorre com a limpeza de terras para pastagens.

“O Parque Nacional Gashaka Gumti costumava ter elefantes e leões, mas devido às pressões por pastagem esses animais atravessaram a fronteira para Camarões”, explica Marokinyo, cuja ONG, Africa Nature Investors, espera treinar os criadores de bois e vacas Fulani (etnia africana) como guardas florestais para proteger o Gashaka Gumti do excesso de pastoreio na tentativa de atrair elefantes e leões de volta ao parque. As informações são do Vegannews.

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