ONG luta contra o consumo de peru na Bélgica, especialmente no Natal


Mais de 750 mil perus são mortos para consumo todos os anos no país e os animais são mantidos em condições deploráveis

A GAIA filmou três fazendas de criação de perus registrando um terrível cenário de dor. Foto Site GAIA

Em outubro deste ano, a Associação de Proteção Animal GAIA filmou três fazendas intensivas de perus na Bélgica. “As imagens mostram a terrível realidade de um setor não regulamentado: galpões fechados contendo milhares de perus, animais moribundos e outros mortos em estado avançado de decomposição, pisos cobertos de fezes, perus com sérios problemas locomotores e fraturas expostas”, diz Michel Vandenbosch, presidente da entidade.

A organização dos direitos dos animais exige que sejam impostos rígidos padrões de bem-estar animal no setor que mata 750 mil perus por ano para consumo.  “Nosso país não possui legislação específica para proteger o bem-estar dos perus criados. Consequentemente, o fazendeiro decide por si mesmo quantos perus ele coloca em suas instalações. Por isso a densidade dessas fazendas é extrema. A tal ponto que é impossível adicionar perus sem aumentar significativamente a taxa de mortalidade”, afirmou Vandenbosch.

Ele explica que a situação é trágica, pois, aglomerados aos milhares, os perus desenvolvem um comportamento excessivamente agressivo e são incapazes de expressar a maioria de seus comportamentos naturais e necessidades vitais.

“O rápido crescimento (machos passam de 160 g para cerca de 16 kg em 16 semanas) adicionado à promiscuidade e as condições de reprodução favorecem patologias respiratórias, digestivas e locomotoras. Alguns ficam completamente imóveis e morrem de fome e sede porque não conseguem mais alcançar o bebedouro e o alimentador. Precisamos de consciência coletiva, porque há uma necessidade urgente de mudar isso”, relata.

A GAIA espera que menos perus sejam consumidos na Bélgica e especialmente no Natal. Para tanto, criou o seguinte vídeo para sensibilizar a população:

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal


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