MP recorre da decisão que libertou envolvidos em rinha de cães


O MP-SP argumentou que a prisão cautelar é necessária para as investigações já que alguns dos acusados teriam tentando atrapalhar a colheita de provas


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recorreu da decisão que libertou os envolvidos na rinha de cães desmantelada pela polícia em Mairiporã (SP).

Reprodução Instituto Luisa Mell

Na segunda-feira (16), o juiz André Luiz da Silva da Cunha soltou 40 dos 41 presos por envolvimento com a rinha e manteve a prisão apenas do homem acusado de organizar o evento. As informações são do R7.

O magistrado afirmou que “nada há a indicar que em liberdade eles (suspeitos) possam colocar em risco a ordem pública, prejudicar o normal desenvolvimento de futura ação penal ou frustrar a aplicação de eventual sanção”.

Ao pedir a revogação da liberdade provisória dos 40 homens, a promotora Michelle Bregnoli de Salvo argumentou que a prisão cautelar é necessária para as investigações já que alguns dos acusados teriam tentando atrapalhar a colheita de provas.

Segundo ela, as provas encontradas no local sugerem associação criminosa dos envolvidos, que “não só se conheciam, mas estavam organizados para saírem de diversas localidades do Brasil e de outros países, juntamente com seus cães, para então praticarem o crime de maus-tratos contra os animais”.

Além do crime de associação criminosa, eles são acusados de maus-tratos a animais e de praticarem jogo de azar.

Entenda o caso

A Polícia Civil desarticulou uma rinha de cachorros em Mairiporã (SP) neste sábado (14). Quarenta e uma pessoas foram presas e 19 cães foram resgatados, todos da raça pit bull. Um cão foi encontrado morto e outro assado para consumo.

A polícia prendeu dois apostadores peruanos, dois mexicanos e um norte-americano. Um policial militar também foi detido. Todos foram encaminhados à Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente.

A Justiça, no entanto, determinou a soltura de 40 dos 41 presos, mantendo a prisão apenas do suspeito de organizar a rinha. Eles irão responder pelos crimes de maus-tratos a animais com agravante de morte, prática de jogos de azar e associação criminosa.

Os cachorros resgatados foram encaminhados para três entidades de proteção animal. Animais silvestres encontrados no local também foram salvos.


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