Botsuana cancela licenças de caça após morte de elefante protegido


Foto: AFP
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O governo de Botsuana revogou as licenças de dois caçadores profissionais que mataram a tiros um elefante protegido e depois destruíram sua identificação (coleira presa ao pescoço) para tentar esconder as evidências da morte do animal.

Em comunicado divulgado no sábado (14), o Ministério do Meio Ambiente e Turismo disse que os caçadores profissionais Michael Lee Potter e Kevin Sharp haviam entregado suas licenças depois de atirar no elefante no final do mês passado.

Suas nacionalidades não puderam ser estabelecidas imediatamente. Potter foi proibido de caçar por um período indeterminado e Sharp por três anos. Nenhum dos caçadores estava disponível para comentar o assunto segundo o The Telegraph.

Infelizmente o país permite que elefantes sejam mortos como se a vida dos paquidermes lhes pertencesse para ser negociada: “O governo trabalhará com a indústria de caça para garantir que os padrões éticos necessários sejam respeitados”, disse o ministério do turismo.

A morte do elefante lembrou o assassinato de “Cecil o leão” por um caçador americano no país vizinho Zimbábue em 2015, também um animal protegido. Sua morte provocou indignação nas mídias sociais.

O presidente de Botsuana, Mokgweetsi Masisi, provocou polêmica global quando suspendeu a proibição de caçar elefantes em maio. A proibição havia sido estabelecida cinco anos antes por seu antecessor, Ian Khama, um fervoroso conservacionista.

A população geral de elefantes na África está diminuindo devido à caça, mas Botsuana, lar de quase um terço dos elefantes do continente, viu o número crescer de 80 mil para 130 mil no final dos anos 90.

Autoridades do país do sul da África defendem a caça com o argumento de que os animais estariam causando problemas para os agricultores, destruindo suas colheitas, portanto, o extermínio dos animais é necessário para reduzir seu número. Colocando a morte como solução dos problemas.

O país de clima extremamente árido do tamanho da França, tem uma população humana de cerca de 2,3 milhões, e suas extensões de área selvagem atraem milhões de turistas estrangeiros para ver a vida selvagem nativa da região.

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