Ricardo Salles posta foto de carne e debocha de convenção sobre mudanças climáticas


Para o ministro, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas “não deu em nada”


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou no domingo (15) uma foto de carne nas redes sociais e debochou da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), realizada em Madri, na Espanha.

Marcelo Camargo/Agência Brasi

“Para compensar nossas emissões na COP, um almoço veggie!”, ironizou o ministro.

A postura do ministro é um desrespeito aos animais, que são explorados, torturados e mortos para consumo humano, e à luta pela preservação ambiental, já que a produção de carne está diretamente ligada à destruição do meio ambiente e, por essa razão, a adoção do veganismo é um dos importantes caminhos a serem tomados para combater as mudanças climáticas.

O ministro chegou a dizer, através do Twitter, que a “COP 25 não deu em nada”. Salles alegou que países ricos não querem abrir seus mercados de créditos de carbono. “Exigem medidas que apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem. Protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo”, afirmou.

“Apesar de todos os esforços do Brasil para ajudar na consecução do Acordo de Paris, na regulamentação do artigo sexto, não foi possível encontrar um texto que fosse de comum acordo, prevaleceu infelizmente uma visão protecionista de fechamento do mercado e o Brasil e outros países que poderiam oferecer crédito de carbono em razão de suas florestas e boas práticas ambientais, saíram perdendo”, disse o ministro.

Embora Salles afirme que o Brasil executa boas práticas ambientais, os dados desmentem o ministro. Além das queimadas que devastaram a Amazônia, o último levantamento do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concluiu que o desmatamento na floresta amazônia cresceu 104% em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2018, e aumentou também 84% de janeiro a novembro de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado.

Reprodução/Twitter/Ricardo Salles

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