Paraná tem 1º laboratório de saúde pública do país livre de experimentação animal


O fim da exploração de animais beneficiou os seres vivos que sofriam com os experimentos e garantiu ao Laboratório Central do Paraná economia e maior capacidade produtiva


O Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), é o primeiro laboratório de saúde pública do país que não explora animais em experimentos.

Pixabay/auenleben

A mudança na técnica utilizada pelo laboratório foi oficializada na 16ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). O laboratório ficou em primeiro lugar no quesito “Melhor experiência na área: enfrentamento das doenças negligenciadas ou em eliminação como problema da Saúde Pública” com o trabalho “QPCR em substituição à Prova Biológica para o diagnóstico da raiva animal: uma contribuição à Saúde Pública, à Saúde do trabalhador e ao bem-estar animal”.

Ao invés de explorar camundongos, como fazia no passado, o laboratório passou a usar uma técnica in vitro por meio da qual o material genético da raiva é pesquisado diretamente do tecido. Essa mudança não só beneficiou os animais, como também gerou uma economia de mais de R$235 mil por ano. As informações são do portal oficial da Secretaria da Saúde do Paraná.

“É a primeira vez que o Lacen/PR é contemplado com a primeira colocação neste evento realizado pelo Ministério da Saúde. É o reflexo do constante trabalho desenvolvido pelos profissionais da área em inovarem e avançarem em tecnologias que beneficiem a população paranaense e sirva de modelo para os demais Estados. O Paraná, com isso, reafirma a proposta do governador Ratinho Júnior, de aliar a inovação à gestão”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O trabalho foi desenvolvido pela chefe da Divisão dos Laboratórios de Epidemiologia e Controle de Doenças (DVLCD), Irina Riediger. “Utilizamos essa nova técnica e reduzimos os custos em 60% e o tempo em 80% para liberação de resultados de cada amostra, baixando agora de 26 dias para em média quatro dias, e dependendo da situação é possível resultados em menos de 24 horas. Com a prova biológica não é possível fazer isso porque depende do desenvolvimento da doença pelo animal de experimentação, que é de pelo menos uma semana”, comentou.

Com o novo método, os profissionais de saúde ficam menos tempo expostos ao material potencialmente contaminado e, com isso, correm menos riscos. “Diminuímos significativamente os riscos para a saúde do trabalhador que precisava ter um contato mais direto com as amostras suspeitas de raiva manipuladas no laboratório. Isso é um ganho muito grande para a saúde dos colaboradores, saúde pública e bem-estar animal”, completou a pesquisadora.

Ao passar a utilizar a técnica in vitro, o laboratório conseguiu aumentar o número de amostras realizadas. Antes, com animais sendo explorados, eram processadas no máximo dez amostras por dia, gerando uma média de 200 por mês. Com o novo método, foi registrado um aumento de cerca de nove vezes, permitindo que o laboratório processe, se necessário, até 90 amostras por dia, num total de aproximadamente 1.800 mensais.


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