Soltura

Rússia devolve à natureza últimas baleias-beluga mantidas em cativeiro

Reprodução/Shutterstock/Imagem Ilustrativa

As últimas 21 belugas mantidas presas foram soltas no oceano. Dois navios participaram da operação. Os animais haviam sido capturados para serem vendidos para aquários


A Rússia devolveu à natureza, no domingo (10), as últimas baleias-beluga que estavam aprisionadas em pequenos tanques no Extremo Oriente.

Em fevereiro, fotos expuseram o cárcere de 11 orcas e 93 baleias-beluga. Os animais estavam presos desde o verão de 2018 em piscinas estreitas nas proximidades do porto de Najodka, no Oceano Pacífico. O objetivo era vender as baleias para aquários.

Reprodução/Shutterstock/Imagem Ilustrativa

O caso gerou revolta, repercutindo internacionalmente. A pressão feita sobre a Rússia levou o país a libertar os animais. Em agosto, todas as orcas já haviam sido soltas. No último domingo, as últimas 21 belugas mantidas presas foram soltas no oceano. Dois navios participaram da operação, que começou às 9h, no horário local, e terminou às 17h.

“Na região de Primorie, a operação para soltar mamíferos marinhos em seu habitat natural foi concluída”, afirmou o Instituto Russo de Oceanografia em nota. De acordo com a entidade, a operação durou cinco dias.

A maior parte das belugas e orcas aprisionadas seria vendida para parques aquáticos na China. As informações são da agência de notícias AFP.

A Rússia é o único país do mundo que permite que baleias sejam retiradas de seu habitat para que sejam vendidas para aquários, onde vivem vidas miseráveis, aprisionadas. A prática é possível graças a falhas jurídicas, que as autoridades prometem solucionar.

Com a soltura das últimas belugas, a ONG russa Sakhakin Watch se posicionou. Apesar de comemorar a operação, a entidade lamentou ter sido proibida por guardas costeiros de se aproximar do local onde a soltura dos animais foi realizada.

De acordo com a associação, “a ‘prisão de baleias’ finalmente libertou seus últimos ocupantes”.

Um abaixo-assinado online, que pedia a soltura dos animais marinhos, coletou mais de 1,5 milhão de assinaturas. Dentre elas, a adesão do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.


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