Crime

Homem que manteve filhote de leão em cativeiro é condenado à prisão

Sem pelos e com o abdômen inchado, o filhote foi resgatado em péssimo estado de saúde


Um homem foi condenado nesta segunda-feira (4) a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena, por manter um filhote de leão preso em uma garagem em Marselha, na França. A Justiça determinou ainda o pagamento de uma multa de € 7.000.

Foto: HO/Douanes Françaises

O animal foi encontrado no imóvel em outubro de 2018 e resgatado pela polícia aduaneira em péssimo estado de saúde. Ele era mantido dentro de uma caixa e tinha três semanas de vida. Segundo a rádio francesa France Info, sem pelos e com o abdômen inchado, provavelmente por alimentação inadequada, ele vivia aprisionado na garagem.

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O homem, que tem antecedentes criminais por roubo e violência, disse às autoridades que encontrou o filhote, que é uma fêmea, no porão de um prédio de um bairro pobre da cidade e que o levou consigo com o objetivo de entregá-lo a um profissional.

“Ele queria salvá-lo e está arrependido”, disse seu advogado, Frédéric Coffano, à rádio francesa.

Cersei, como é chamada a leoa, foi entregue à Sociedade Protetora dos Animais (SPA) e, depois, encaminhada a uma associação especializada em animais selvagens. Após receber tratamento, ela foi levada para um santuário de leões na África do Sul. As informações são da agência de notícias RFI.

Manter animais silvestres em cativeiro alimenta o tráfico de animais e é a origem de muitos casos de maus-tratos, segundo a advogada da associação de proteção dos animais One Voice, Arielle Moreau. Essa prática, de acordo com ela, é incentivada por jogadores de futebol que fazem fotos ao lado de felinos.

De acordo com a advogada, os animais são muitas vezes “alugados” para as fotos, sendo tratados como objetos a serviço dos humanos.

Apesar de ter sido condenado, o francês que aprisionava o filhote de leão foi absolvido do crime de maus-tratos. Por isso, a ONG pretende entrar com um recurso na Justiça.


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