Inteligência felina

Gato que soltava animais de abrigo abrindo as baias foi adotado nos EUA

Por conta dessa atitude altruística, o gatinho ficou famoso rapidamente nas redes sociais e ganhou um Instagram com 50 mil seguidores

Quilty libertava a si e também outros animais abrindo trincos das baias. Foto ONG FFL

Quilty foi entregue à ONG FFL – Friends for Life (Amigos para Sempre), em Houston (EUA), em outubro, pelos próprios tutores, mas ninguém podia esperar que esse gatinho seria capaz de tamanha proeza: libertar a si mesmo e também outros animais do abrigo abrindo os trincos das baias.

Primeiro fez isso durante à noite e quando os funcionários chegaram pela manhã encontraram todos os animais soltos perambulando pelo abrigo. Durante o dia Quilty se preocupou em abrir as baias da ala dos animais idosos e fez isso algumas vezes até ser colocado “de castigo” numa área de isolamento, com um reforço na maçaneta da porta para não sair mais.

A porta de vidro ganhou um reforço para Quilty não escapar mais. Foto ONG FFL

Nesse mês, a inusitada história foi compartilhada pela ONG FFL em sua página do facebook tornando Quilty, rapidamente, no gato abandonado mais querido dos EUA. Aliás, Quilty estampa a capa da página da ONG.

Logo formou-se um movimento pelas redes sociais pedindo a “soltura” dele. O burburinho foi tanto que até uma camiseta começou a ser vendida com os dizeres “FreeQuilty” (Quilty Livre).  O gatinho foi também parar no  Instagram https://www.instagram.com/free_quilty/ onde já tem 50 mil seguidores.

Uma campanha se espalhou pelas redes sociais pedindo a libertação de Quilty. Foto ONG FFL

“Aparentemente, essa não é uma nova habilidade que ele aprendeu aqui no abrigo. Antes de ser dado para adoção, o tutor antigo também reclamava que ele abria a porta para o cão da casa, o que resultava em uma bagunça tremenda dentro da residência”, diz um post da FFL no facebook.

Adotado

A grande visibilidade desse “fenômeno” felino de seis anos de idade atraiu gente interessada em adotá-lo e, nesse domingo, 17 de novembro, o “próprio” Quilty comenta na foto de sua nova família postada no Instagram:

“Aqui está a família que eu escolhi (observe seus blazers). Estou muito feliz aqui, para dizer a verdade. Ainda nem pensei em possíveis rotas de fuga”.

Uma pessoa da família que adotou Quilty também se pronunciou no site da ONG:

“Eu só queria dar uma atualização do Quilty! Ele está indo muito bem. Ele não tentou se esconder e adora estar na cama ou no sofá aconchegado com um de nós. Ele dorme debaixo das minhas cobertas comigo como um cachorro, lol. Ele realmente não gosta dos dois cães, mas eles o deixam em paz, então não há problemas, ele simplesmente não quer ter nada a ver com eles. Espero que daqui a pouco ele se acostume com eles. Ele ainda não mostrou nenhuma astúcia. Ele é o gato mais amoroso e carinhoso que já conheci!”.

Empatia e altruísmo

A parte mais encantadora dessa história é que Quilty demonstrou preocupação também pelos demais animais na mesma situação. Ele não ficava satisfeito em apenas ver-se livre da baia, mas queria que os demais animais tivessem o mesmo prazer.  É possível dizer que Quilty demonstrou empatia (se colocando no lugar dos outros) e altruísmo (buscando ajudar os demais).

No livro “Amizades Improváveis”, de Jennifer Holland, que virou série no canal Nat Geo, são inúmeros os casos de animais muito diferentes, mas que se tornaram amigos leais. Em 2013 o gato Pudditat ficou famoso ao se tornar “gato-guia” de Tervel, um cachorro de 14 anos de idade cego e parcialmente surdo. Um video feito pelo Nat Geo contando a história dessa dupla teve mais de 6 milhões de visualizações:

Vários estudos já provaram que os animais, como seres sencientes (capazes de sentir e demonstrar sentimentos e emoções), podem desenvolver tanto empatia quanto altruísmo, inclusive, por espécies diferentes das suas. É quando, por exemplo, uma cadelinha amamenta filhotes de gatos órfãos, dentre tantos outros casos que são verdadeiras lições de solidariedade.

No Brasil também tem um gato “fujão”

Recentemente o gatinho de nome Flash também ganhou notoriedade por abrir sozinho o trinco de sua baia numa clínica na cidade de Anápolis (GO). Ele foi resgatado das dependências de um condomínio onde, apesar de receber alimento de alguns moradores, era ameaçado por outros.

A habilidade de Flash foi “filmada” pela veterinária da clínica e postada nas redes sociais. Flash, assim como Quilty, também ficou famoso num instante e foi parar no jornal de uma TV local. Além de inteligente e astuto, Flash mostrou-se um gato sociável, amoroso e que aceitava muito bem andar de guia. Mais de 100 pessoas se interessaram em adotá-lo, mas quem levou o “prêmio” foi um dos veterinários da clínica. Reveja a “habilidade” de Flash nesse vídeo:

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

7 COMENTÁRIOS

    • Excelente matéria! Só acho que as reportagens sobre gatos deviam rever a forma de se referirem ao animal. Vejo várias postagens chamando gatos adultos de “gatinhos”. Por que não os chamam de “gatos”? Gatinho é filhote (rescem nascido). Fica o recado.

  1. Hey, Quilty here from Houston. Thanks for keeping it spicy! I’m kicking it back in my new home but the Movement is just getting started!

    I need your help to keep the #freeQuilty Movement alive and growing!
    #freeQuilty is for every shelter cat on the wrong side of a door.
    Let’s keep this going!
    I have some very exciting announcement coming. Please keep writing and sharing my instagram @free_quilty

    Stay Spicy,

    Q

  2. Pessoas que amam gatos. Sou mais cachorreira. Mas apareceu dois gatinhos a mãe gata rejeitou. Tratei sei mamadeira. Agora adultos um o Benjamim e manso carinhoso mas o Rafael é Bravo arranha. Difícil dar remédios vacinas. Sempre de pelo arrepiado pronto para arranhar. Tem como amansar conviver com ele. Está comigo deste bebê. Sempre tratei bem. Alguém pode me ajudar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui