Amor

Drones capturam cenas de carinho entre mãe orca e seu bebê

Os cientistas confessaram ter ficado surpresos e tocados pela interação amorosa entre as baleias, admitindo que as imagens representavam muito mais que o esperado e conhecido sobre os mamíferos

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Imagens obtidas por meio de drones de um grupo de Orcas foram capturadas na costa da Colômbia Britânica, no Canadá, por cientistas que monitoram a população de mamíferos ameaçada de extinção.

As cenas comoventes mostram o momento em que um bebê se aninha à mãe protetora que lhe dá um tapa na cabeça – de brincadeira – com o rabo.

Comovente, a filmagem revelou aos cientistas como os animais amorosos faziam contato físico muito mais do que o esperado e conhecido.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Pesquisadores do Instituto Hakai gravaram os vídeos para estudar o comportamento alimentar de baleias ameaçadas residentes na região, temendo que os dias da espécie no litoral possam estar contados.

Eles filmaram as feras serenas em seu habitat e observaram o dia a dia de uma orca como nunca a haviam visto antes, incluindo hábitos de caça e comunicação entre os animais – capturados com um microfone subaquático.

Existem três espécies de baleias orcas na costa da Colômbia Britânica – baleias orcas em alto-mar, baleias orcas transitórias (de passagem) e baleias residentes.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

A equipe optou por estudar as baleias orcas residentes, divididas em um grupo do norte e outro do sul, que estão mais ameaçados por causa do suprimento de alimentos.

Menos de 75 animais restaram no grupo de residentes do sul que agora são considerados ameaçados de extinção.

Falando sobre as filmagens, Andrew Trites, co-pesquisador e professor da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marinhos da Universidade da Colúmbia Britânica em Vancouver, disse: “Isso nos deixou sem fôlego”.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

A coisa mais surpreendente capturada pelas imagens foi a extensão do toque brincalhão e afetuoso compartilhado entre os animais, algo não visível do barco.

Comentando sobre o quanto de contato físico afetuoso os animais compartilharam, o professor Trites disse ao Seattle Times em 06 de novembro: “Gostamos de pensar que somos ‘cientistas durões`, mas isso tocou as cordas de nosso coração. Especialmente a relação entre a mãe e o filhote”. Acrescentando: “Esses drones estão abrindo caminhos para as vidas desses seres que nunca havíamos visto antes”.

“Da mesma maneira que abraçamos nossos filhos e nossos amigos, o toque promove esses vínculos. Esse é o poder do toque e aqui temos baleias orcas nos lembrando disso – quem teria pensado?”, disse o cientista.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Equipamentos de GPS, gravação de profundidade e velocidade também foram anexados às baleias para monitorar sua atividade.

A equipe também mediu a acústica de um barco próximo para coletar informações sobre o número de peixes disponíveis para as baleias comerem – assim como mediu a temperatura da água.

A equipe do Instituto Hakai ainda está analisando os dados coletados e acredita que esse processo pode levar meses.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Como a população residente no sul come principalmente salmão, ela está lutando para se sustentar à medida que o número de peixes despenca.

As baleias orcas começam a ter bebês após 15 anos, tendo um a cada 3 ou 5 anos, mas recentemente menos filhotes estão nascendo e menos ainda sobrevivem.

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