Exploração animal

Diminui a procura por passeios que exploram dromedários em dunas no RN

Alex Régis-19.out.2019/Folhapress

Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, os dromedários são explorados para o transporte de turistas


Os passeios nos quais dromedários são explorados nas dunas da praia de Genipabu, em Extremoz (RN), registraram queda na procura por parte dos turistas. No mês de junho, a atividade chegou a ser suspensa por 20 dias.

Alex Régis-19.out.2019/Folhapress

Implantado em 1998, o passeio condena dromedários ao sofrimento ao forçá-los a transportar turistas e trata os animais como objetos a serviço dos seres humanos. Nos anos 2000, eram realizados 120 passeios por dia. No último verão, o número baixou para 45. Atualmente, são feitos no máximo 20. As informações são da Folha de S. Paulo.

Tratados como mercadorias, nove dromedários já foram vendidos por causa da baixa procura pela atividade. Os últimos dois foram vendidos nesta semana para um hotel fazenda.

O serviço teria sido especialmente afetado pela mudança do local de parada de bugues que transportam os turistas levados pela CVC, principal agência de viagem que atua em Natal. Com isso, 70% do fluxo de turistas teria parado de passar pelo local onde ficam os animais. A empresa nega, mas afirma que falta infraestrutura no local e que já pediu “às autoridades locais mais atenção na infraestrutura ao turista”.

De acordo com a CVC, o local é “um dos principais cartões-postais” do litoral do Rio Grande do Norte e, por isso, “mereceria ter uma permanência maior para contemplação dos turistas”.

Em 2013, uma campanha na internet reuniu mais de 50 mil assinaturas contra a exploração dos dromedários nos passeios.

Os primeiros animais foram comprados na Espanha. Atualmente, no entanto, todos nasceram no Rio Grande do Norte. Com quatro anos de idade, os dromedários começam a ser submetidos a treinamentos anti-naturais para a espécie. Após um ano de treinamento, os animais passam a ser explorados nos passeios. Atualmente, 13 dromedários pertencem à empresa que promove a atividade nas nas dunas da praia de Genipabu, incluindo dois que foram vendidos e um que acabou de nascer.

No local onde os passeios são feitos, não há fiscalização e equipe de segurança. De acordo com o secretário de turismo de Extremoz, Francisco Soares Júnior, o comércio ambulante existente na região não é fiscalizado, mas a localidade deve passar a ser fiscalizada em breve. Isso porque em dezembro a prefeitura irá começar a cobrar uma taxa de R$ 5 dos turistas que visitarem as dunas e o valor deve arcar com os custos da fiscalização. A cobrança será feita durante os passeios de bug e os valores, que devem gerar uma arrecadação anual de R$ 1,2 milhão, serão repassados ao município pela associação de bugueiros.

Nota da Redação: explorar animais para transportar turistas, promovendo entretenimento humano, é uma prática antiética que contraria as premissas dos direitos animais. Dromedários existem por propósitos próprios, não para serem tratados como objetos a serviço dos seres humanos. Forçá-los a transportar pessoas, suportando o peso de cada uma delas, diante de sol forte, é uma prática exploratória a qual a ANDA repudia e que deve ser extinta.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui