Crime

Casos de envenenamento de animais aumentam em Cordeirópolis (SP)

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Cordeirópolis

Para tentar coibir os crimes, a prefeitura iniciou uma campanha de conscientização


Os casos de envenenamento de animais aumentaram em Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A cidade tem registrado uma média de uma a duas ocorrências semanais.

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Cordeirópolis

Diante do cenário alarmante, a prefeitura iniciou uma campanha de conscientização por meio das redes sociais para incentivar a população a denunciar os crimes. As informações são do portal G1.

De acordo com a prefeitura, a população tem medo de denunciar. “Por conta disso, na maioria dos casos não conseguimos identificar o agente causador do crime, o que nos impede de lavrar o boletim de ocorrência. No entanto, o diálogo deve ser constante para evitar estes casos”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Joaquim Dutra.

Os casos podem ser denunciados à Secretaria de Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria do Bem-Estar Animal.

O maior número de casos de envenenamento ocorreu no bairro Jardim Eldorado. Os crimes, em sua maioria, são cometidos com uso do chumbinho – substância de venda proibida por lei.

“A Secretaria de Meio Ambiente quando recebe a denúncia, encaminha ao Pelotão Ambiental [da Guarda Civil Municipal], que vai até o local tentar socorrer o animal, mas na maioria das vezes ele já está em óbito, pois trata-se de uma substância muito letal ao organismo do animal”, acrescenta Dutra.

De acordo com o guarda municipal Marinaldo Luis Philomeno, do Pelotão Ambiental, é difícil identificar os criminosos.

“A gente trabalha com denúncias. A gente vai ao local e ninguém sabe de nada. Estamos conseguindo levantar pouquíssimas informações. Só encontra o animal morto já. Geralmente são gatos que estão sendo envenenados”, explica. “Se fosse um local certo, um bairro só, seria até mais fácil. Mas, infelizmente, são vários locais”, diz.

Os animais abandonados que sobrevivem ao envenenamento recebem cuidados veterinários através da Secretaria de Meio Ambiente e, depois, são encaminhados para adoção.

“Por semana tem dois casos [na média], infelizmente. Tem aumentado o índice de envenenamento”, acrescenta Philomeno.

Em caso de envenenamento de animais, a orientação é acionar o Pelotão Ambiental. “Se a gente pegar, é feito o boletim de ocorrência e a pessoa responde criminalmente por maus-tratos”, finaliza o GCM.

Envenenar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Já o comércio de chumbinho é considerado crime contra a saúde pública.


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