Destruição ambiental

Amazônia registra maior desmatamento desde 2018, revelam dados do Inpe

A área desmatada entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho de 2019 equivale a aproximadamente 1,4 milhão de estádios de futebol


Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelaram que a Amazônia registrou a maior taxa de desmatamento desde 2018. Entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho de 2019, 9.762 km² foram desmatados na Amazônia Legal, o que corresponde a um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período dos doze meses anteriores, quando 7.536 km² foram destruídos.

A área desmatada equivale a aproximadamente 1,4 milhão de estádios de futebol. Os dados tiveram como base o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) e foram anunciados em São José dos Campos (SP) em um evento que contou com a presença dos ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Marcos Pontes, da Ciência, e do diretor interino do Inpe, Darcton Damião. As informações são da Veja.

O Prodes é considerado o sistema mais preciso para medir taxas anuais de desmatamento. Além dele, o Inpe utiliza o Deter, ferramenta que emite alertas à fiscalização em tempo real. Em julho, o Deter registrou 278% de aumento no desmatamento da Amazônia em relação ao mesmo período de 2018.

De todos os estados que abrangem a Amazônia Legal, Pará, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas foram responsáveis por mais de 80% de todo o desmatamento registrado.

Desde 1988 o Prodes é utilizado para monitorar, via satélites, o desmatamento. Na época, a área desmatada chegava a 20.000 km². Em 1995, o recorde de desmatamento foi batido, com 29.100 mil km² destruídos. Após esse período, as taxas começaram a cair e cresceram novamente nos anos 2000. Em 2004, 27.772 km² foram destruídos. Em 2012, a menor taxa da história foi registrada, com 4.571 km² desmatados. Os números aumentaram novamente a partir de 2017. Esses dados levam à conclusão de que o desmatamento deste ano foi o terceiro pior da série histórica.


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