Parlamento Europeu declara ’emergência climática’ na União Europeia


Com 429 votos favoráveis à medida, a Europa foi o primeiro continente a decretar emergência climática


O Parlamento Europeu declarou “emergência climática” na União Europeia (UE) para aumentar a pressão sobre os agentes públicos pela execução de ações contra as mudanças climáticas.

Reprodução/Pixabay/Skeeze/Imagem Ilustrativa

A decisão, tomada na quinta-feira (28), é um ato simbólico. A Europa foi o primeiro continente a decretar emergência climática. As informações são da agência de notícias Deutsche Welle.

A medida, votada em Estrasburgo, foi aprovada com 429 votos favoráveis. Foram registrados 225 votos contrários e 19 abstenções. A resolução pede que a Comissão Europeia e os Estados-membros ajam a favor do clima. O Parlamento Europeu se comprometeu a também executar ações contra as mudanças climáticas.

Os deputados pedem que a Comissão Europeia “assegure plenamente que todas as propostas legislativas e orçamentárias relevantes estejam completamente alinhadas” com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ºC em relação à era pré-industrial, prevista no Acordo de Paris.

A votação foi realizada dias antes da Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas (COP), que acontecerá em Madri, na Espanha, e duas semanas antes da data em que o primeiro rascunho do Acordo Verde Europeu será apresentado pela Comissão Europeia.

O Acordo Verde Europeu foi proposto pela nova presidente da Comissão Europeia. A medida, segundo a alemã Ursula von der Leyen, que inicia seu mandato neste domingo (1º), pretende alcançar a “neutralidade climática” até 2050. Entre as ações propostas estão: aumento nos impostos sobre o carbono, investimentos em negócios sustentáveis, redução da poluição e maior proteção das florestas, dos parques nacionais e das áreas verdes.

De acordo com os parlamentares, o bloco deve liderar a luta pelo clima. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa da UE em 40% até 2030 em relação aos níveis registrados em 1990. No acordo proposto por von der Leyen, a porcentagem subiria para 50%. Porém, Estados como Polônia, Hungria e República Tcheca, que dependem dos combustíveis fósseis, como o carvão, relutam em se adequar ao acordo e pedem financiamento adicional.

O Parlamento Europeu informou que o estado de emergência climática já foi declarado por mais de mil unidades administrativas do mundo, dentre estados, cidades e comunidades. Uma resolução semelhante foi aprovada pelo Parlamento austríaco em setembro. Colônia, Leipzig e Wiesbaden são três das 43 cidades alemãs que também aprovaram a medida.

Além de declarar emergência climática, algumas administrações implementaram ações como a transformação de faixas para automóveis em ciclovias e o aumento dos preços para estacionamento em centros urbanos.


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