Crime ambiental

Sobe para 779 número de locais afetados por óleo no Nordeste, ES e RJ

Mancha de óleo vista no litoral de Maragogi, em Pernambuco, no dia 17 de outubro (Foto: Diego Nigro/Reuters)

O Ibama registrou ainda o resgate de 143 animais oleados, sendo 98 tartarugas e 31 aves


O número de locais afetados por óleo no Nordeste, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro subiu para 779, segundo levantamento divulgado na terça-feira (26) pelo Ibama. Pelo menos 124 municípios foram atingidos.

Mancha de óleo vista no litoral de Maragogi, em Pernambuco, no dia 17 de outubro (Foto: Diego Nigro/Reuters)

De acordo com o órgão ambiental, 23 locais ainda estão com manchas, outros 446 têm fragmentos e 310 já foram limpas. Em Alagoas, na Bahia, no Piauí e em Sergipe estão os pontos com mais de 10% de contaminação.

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Pelo menos 33 dos locais que ainda têm óleo estão localizados na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, maior unidade de conservação federal marinha costeira do Brasil, que abrange Pernambuco e Alagoas. As informações são do portal IstoÉ.

Entre os locais com óleo, há 214 pontos na Bahia, 60 em Sergipe, 50 em Alagoas, 21 em Pernambuco, 12 no Rio Grande do Norte, 83 no Espírito Santo, 7 no Ceará, 9 no Maranhão, 1 na Paraíba, 11 no Piauí e 1 no Rio de Janeiro.

O mapeamento usou um conceito de localidade, segundo o Ibama, que  “se restringe a uma área de 1 quilômetro ao longo da costa”. Sendo assim, há 10 localidades em uma praia que tem 10 km de extensão.

“Há 16 dias não são encontradas manchas de óleo no mar e, na última semana, 99% das ocorrências correspondem a vestígios de óleo nas praias atingidas”, afirma a Marinha em nota divulgada na segunda-feira (25).

O Ibama registrou ainda o resgate de 143 animais oleados, sendo 98 tartarugas e 31 aves. Em outubro, algumas dezenas de peixes mortos também foram encontrados na Praia do Janga, em Paulista (PE). Os animais estavam junto a uma grande mancha de óleo. A substância também já foi encontrada em regiões de corais.

Mariscos e peixes apresentaram ainda petróleo em seus organismos. De acordo com pesquisadores, o impacto ambiental do vazamento de óleo pode durar décadas.

O óleo foi visto pela primeira vez em Conde (PB), no dia 30 de agosto. Em Pernambuco, na Ilha de Itamaracá, a substância chegou quatro dias depois. A Bahia foi o nono e último estado do Nordeste a registrar a presença do óleo, em 1º de outubro. O petróleo surgiu no Espírito Santo em 7 de novembro e em 22 de novembro foi registrado no Rio de Janeiro.

Mais de 4,5 mil toneladas de petróleo e itens contaminados por óleo, como baldes e equipamentos de proteção, já foram retirados da natureza.


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