Equipes de resgate perfurarão casco de navio para alcançar ovelhas sobreviventes ao naufrágio


Foto: Midia Marine Terminal
Foto: Midia Marine Terminal

Equipes de resgate de animais revelaram em 27 de novembro que salvaram 119 das ovelhas presas a bordo de um navio que tombou na costa da Romênia em 24 de novembro, e esperam alcançar mais sobreviventes fazendo furos na lateral da embarcação.

O Queen Hind emborcou logo depois de deixar o porto de Midia, no Mar Negro, com 14.600 ovelhas a bordo.

Equipes de resgate da organização Four Paws entraram no navio ontem, revelando imagens das condições sombrias dentro do navio.

Hoje a entidade anunciou que 119 dos animais haviam sido resgatados nos últimos dois dias e agora estavam sendo tratados em uma fazenda do governo romeno.

Os animais foram resgatados por funcionários da Four Paws, juntamente com especialistas da Inspeção Romena para Situações de Emergência (ISU), informou a instituição.

Ainda se espera encontrar mais ovelhas vivas em compartimentos do navio que estavam inacessíveis até agora.

Foto: Four Paws International/Twitter
Foto: Four Paws International/Twitter

A ONG e a ISU esperam fazer buracos no corpo do navio para alcançar mais animais que podem estar presos.

No entanto, milhares certamente morreram e as filmagens que surgiram  mostraram as ovelhas sobreviventes escalando montes de corpos sem vida.

Outras ovelhas foram presumivelmente afogadas em poças de água que invadiram partes do navio depois que ele afundou.

“Até agora conseguimos resgatar 119 ovelhas vivas do navio”, disse Brian da Cal, diretor da Four Paws no Reino Unido.

Foto: Four Paws International/Twitter
Foto: Four Paws International/Twitter

“Muitos estão se perguntando o que acontecerá com os animais, e temos boas notícias: todos eles já foram trazidos para a segurança e atualmente estão sendo tratados e cuidados em uma fazenda”.

“Quando a missão de resgate terminar, consideraremos o que acontecerá com eles e como podemos garantir que eles estejam bem”.

“A próxima missão já está em andamento e é ainda mais difícil que as anteriores: como algumas áreas do navio ficaram inacessíveis pelo incidente, nossa equipe agora precisa perfurar aberturas nos porões trancados”.

“Ninguém sabe o que nos espera por trás desses muros, mas esperamos encontrar ovelhas vivas! A decisão sobre o futuro das ovelhas que sobreviverem será tomada após o resgate dos últimos animais vivos”, acrescentou.

A Four Paws disse que “lutaria para garantir que as ovelhas resgatadas encontrassem uma solução e proteção adequadas, sem maior exploração por parte dos humanos”.

Ontem, Kuki Barbuceanu, da organização Animal Rescue and Care, disse que a maioria dos animais mortos provavelmente caiu na água quando o navio emborcou.

Foto: AFP
Foto: AFP

Ainda não foi possível mover o Queen Hind de volta ao porto do Mar Negro. A tripulação de 20 sírios e um libanês foi resgatada juntamente com 32 das ovelhas depois que o navio afundou em sua jornada para a Arábia Saudita.

Mihaita Gheba, chefe da autoridade veterinária local, disse que as ovelhas mortas seriam queimadas enquanto as sobreviventes seriam devolvidas ao criador.

Ainda não está claro o que levou o navio com bandeira de Palau a emborcar, mas o caso chamou nova atenção para o controverso transporte marítimo de animais de criação.

A principal associação de criadores e exportadores de animais do país, Acebop, pediu uma investigação urgente, dizendo que ficou “chocada com o desastre”.

“Se não pudermos proteger os animais durante viagens de longa distância, devemos banir essa atividade completamente”, disse a presidente da Acebop, Mary Pana, em comunicado.

O Acebop já havia solicitado mudanças legais que obrigariam os transportadores a melhorar as condições a bordo dos navios de carga vida.

A Four Paws disse que estava exigindo uma “proibição total dos transportes de longa distância de animais vivos e uma duração máxima de oito horas de transporte”.

A instituição “pede a todos os estados membros da União Europeia que suspendam o transporte de animais vivos para outrospaíses imediatamente”, disse o diretor da entidade.

Gabriel Paun, da Animals International, também pediu a realização de um inquérito “sem demora”, revelando que o navio estava sobrecarregado.
Ele acrescentou que o Queen Hind já teve problemas no motor em dezembro passado.

A Romênia entrou na UE em 2007 e é o terceiro maior criador de ovinos do bloco e um dos principais exportadores, principalmente para os mercados do Oriente Médio.

A autoridade veterinária afirmou em comunicado que a embarcação cumpriu totalmente os regulamentos da UE e que havia espaço, comida e água suficientes.

Ativistas rotularam os navios de transporte de animais de criação como “navios da morte”, dizendo que ovelhas correm o risco de serem cozidas vivas a bordo durante os meses quentes do verão.

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