Estudo encontra microplásticos no sistema digestivo de baleias mortas


Um estudo pioneiro realizado com sete baleias belugas, encontradas mortas nas remotas águas árticas do Canadá, encontrou microplásticos nas entranhas de todos os cetáceos.

Pesquisadores da Ocean Wise trabalharam com moradores da comunidade Inuvialuit de Tuktoyaktuk, , N.W.T (North West Territories), para coletar amostras de baleias que eles encontraram entre 2017 e 2018.

Eles descobriram uma média de quase 10 microplásticos ou partículas com menos de cinco milímetros de tamanho, no trato gastrointestinal de cada beluga.

O estudo foi publicado na semana passada no Marine Pollution Bulletin e realizado em parceria com a Fisheries and Oceans Canada e a Simon Fraser University.

Ocean Wise diz que é o primeiro estudo de microplásticos em um mamífero marinho no Canadá.

A autora principal, Rhiannon Moore, diz que não esperava ver tantos microplásticos no norte.

“Isso realmente me surpreendeu a princípio. Eu pensei: ‘Este é um predador do extremo norte do Ártico, em um local bastante remoto’”, disse Moore em uma entrevista.

O estudo demonstrou até onde os microplásticos podem viajar e como penetraram até nos ambientes mais remotos, disse ela.

“Definitivamente, essa análise nos diz que eles são onipresentes, terminando em todos os lugares”, comenta. “É um problema global, não é um problema local contido, portanto, serão necessários muitos atores diferentes – governo, indústrias e consumidores – para tentar limitar o fluxo dos microplásticos”.

Nove tipos diferentes de polímeros plásticos foram identificados nos animais, sendo o poliéster o mais comum.

Enquanto Moore diz que acredita que eles teriam passado pelo trato digestivo das baleias sem consequências imediatas, ainda há muito pouco conhecimento sobre os possíveis efeitos a longo prazo na saúde devido à exposição prolongada aos microplásticos.

Também não se sabe como os microplásticos entraram nas baleias, mas Moore acha que elas provavelmente comeram peixe que já havia ingerido o plástico.

Seu próximo estudo se concentrará nos microplásticos em animais que são ingeridos por belugas (cadeia alimentar).

Moore diz que a comunidade de cerca de 900 pessoas, que vivem nas margens do Mar de Beaufort, ao norte do Círculo Polar Ártico, foi uma parceira importante no projeto.

Moore suspeita que mamíferos marinhos mais próximos de áreas povoadas provavelmente acabem ingerindo ainda mais microplásticos do que as belugas do Ártico.

“Isso levanta questões sobre ao que outras baleias podem estar expostas”, diz a principal autora do estudo. “Eu definitivamente penso sobre isso, essa é uma pergunta que me mantém acordada à noite”.

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