Transferência da elefanta Lady para santuário se inicia nesta segunda-feira


Lady será levada para o Santuário de Elefantes Brasil para que possa conviver com outros animais de sua espécie


A transferência da elefanta Lady do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB), para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), no Mato Grosso, teve início nesta segunda-feira. No dia 30 de outubro, em audiência de conciliação, a Justiça estipulou um prazo de 45 dias para o animal ser levado ao santuário.

A viagem deve levar cerca de cinco dias. A transferência está sendo feita para que a elefanta possa conviver com outros animais de sua espécie.

O médico veterinário do zoológico, Thiago Nery, contou que Lady entrou na caixa de transporte por conta própria na sexta-feira (22).

“Ela identificou esse lugar como um lugar positivo […] ela tá confortável lá dentro”, afirmou.

“Se ela se sentir confortável durante o trajeto a viagem vai correr o mais rápido possível. Se acontecer algum tipo de comportamento que demonstre que ela não tá confortável, vai parar, esperar a Lady se sentir à vontade novamente e só depois seguir a viagem”, explicou.

Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar as condições de vida da elefanta. A decisão foi tomada após Lady derrubar a cerca de proteção e fugir de seu recinto, e serem feitas denúncias de maus-tratos.

Um laudo entregue ao MPF em julho afirmava que o animal corria risco de morte e estava doente, com o problema de saúde que mais mata elefantes em cativeiro no mundo. No documento, consta que Lady sofreu abuso psicológico por conta de um antigo tratador, estava em sofrimento por conta da falta de estrutura do zoológico e de capacitação dos funcionários. Negligências veterinária e administrativa também foram apontadas.

No dia seguinte à entrega do laudo, a direção do zoológico negou os maus-tratos. Em outubro, o SEB publicou uma nota sobre o caso. Após a audiência, a transferência foi determinada.

Lady chegou ao zoológico em 2014 após ser resgatada. Antes disso, ela foi explorada em circos durante quase 40 anos. Nascida em cativeiro, a elefanta foi vítima do Circo Europeu Internacional. Após o resgate, ela foi doada à Prefeitura de João Pessoa.


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