Cidades americanas votam resolução para cortar relações com empresas ligadas aos incêndios na Amazônia


Foto: Divulgação
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Em uma atitude sem precedentes e em solidariedade a floresta tropical, os membros do conselho das cidades de Nova York e Los Angeles estão pedindo que as empresas cortem laços com companhias responsáveis pelos incêndios na Amazônia.

Os incêndios estão ligados à indústria da carne bovina: os pecuaristas em conjunto atearam fogo em áreas da floresta para limpar a terra para seus rebanhos de vacas e bois. Até o momento, foram registrados 41 mil locais de incêndio registrados, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro.

Os incêndios são devastadores para os povos indígenas e animais selvagens, mas também têm um impacto mais amplo. As árvores amazônicas absorvem dióxido de carbono e são um recurso extremamente útil na luta contra a crise climática.

Costa Constantinides e Justin Brannan, membros do conselho da cidade de Nova York, são co-patrocinadores da nova resolução, em parceria com o presidente do distrito de Brooklyn, Eric Adams. Na costa oeste, os membros do conselho da cidade de Los Angeles, Paul Koretz e David Ryu, apresentaram uma resolução semelhante.

“O que comemos faz a diferença”

“Estamos diante de uma emergência climática”, afirmou Adams em um comunicado. “Não podemos continuar os negócios como de costume enquanto o planeta queima até a morte”.

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Ele continuou: “Hoje, solicitamos que agências da cidade e as empresas locais cortem os laços com qualquer empresa ligada às empresas multinacionais responsáveis pelos incêndios que ainda ocorrem em toda a floresta amazônica”.

“Cada escolha individual do consumidor, cada decisão corporativa e cada política legislativa específica devem ser voltadas para tornar nosso planeta mais sustentável e habitável para as próximas gerações”, acrescentou.

Nova York e Los Angeles são as duas maiores cidades dos Estados Unidos. Os membros do Conselho Municipal de ambas esperam poder liderar pelo exemplo. Eles querem inspirar as outras 35 mil cidades do país a se unirem a elas e apresentarem resoluções semelhantes.

Os líderes também querem que os moradores da cidade considerem reduzir o número de produtos de origem animal que consomem. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, combater o consumo de carne é o problema ambiental mais urgente do mundo, de acordo com informações do Livekindly.

“O que comemos é importante e faz a diferença”, disse Adams, que segue uma alimentação vegana. “Com quem fazemos negócios. Esta resolução é o primeiro passo para abrir uma conversa mais ampla sobre como superamos um dos desafios mais significativos que a humanidade já enfrentou”.

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