Crime bárbaro

Três pessoas são presas por matar cães e gatos e vender a carne dos animais no ES

Foto: Esthefany Mesquita

Três pessoas de uma mesma família foram presas na sexta-feira (18) em Guarapari (ES) acusadas de matar cachorros e gatos e vender a carne dos animais. De acordo com a polícia, os animais sofriam maus-tratos.

Foto: Esthefany Mesquita

Na casa do trio foram encontrado mais de 50 animais, sendo 10 gatos, um papagaio e cachorros. A polícia suspeita que os criminosos usavam a carne dos animais para fazer linguiça.

Maurício Hott Peixoto, Ângela Débora Seraphin Lopes e Ana Carolina Seraphin Hott Peixoto foram presos em Balneário de Meaípe em uma operação conjunta com a Polícia Militar.

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De acordo com o delegado Marcelo Santiago, titular da Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Guarapari, os animais eram mortos na casa onde viviam e a carne deles era comercializada em Guarapari.

O caso foi descoberto graças a denúncias, conforme explica a tenente da Polícia Militar, Clicia. “As denúncias acontecem desde 2015, mas a gente não conseguia recolher provas. Hoje foi possível pegar”, disse a tenente ao jornal A Gazeta.

Segundo o delegado, os animais viviam dentro do imóvel. “Eles ficavam junto com a família. Parte deles no quarto do casal, outros na sala e mais deles divididos em cômodos”, destacou.

Santiago informou também que uma quarta pessoa estaria envolvida no crime. “Essa família mantinha os animais em casa, fazia a retirada da carne e vendia para uma terceira pessoa que estaria vendendo a carne na feira da região. Além disso, temos informações de que além da venda, eles também faziam linguiça com as carnes. Agora precisamos saber se eles passavam in natura ou se também fabricavam a linguiça”, detalhou.

Na casa da família, ossadas de cachorros e gatos foram encontradas. “Eram diversos sacos de ração que estavam cheios de ossos”, contou a tenente.

Ao serem questionados pelos policiais, os criminosos alegaram que tutelavam vários cães e gatos porque eram protetores de animais. “Não acreditamos nessa versão. De longe já tínhamos provas suficientes para saber que se tratava de crime. Além disso, os animais não tinham ração, nem água. As fezes e urinas estavam espalhados por todo lugar”, relatou o delegado.

O trio foi levado à Delegacia de Guarapari para depois seguir para o Centro de Detenção Provisória de Guarapari.


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