Alerta

Pesquisa revela que coelhos tem a saúde mais negligenciada por tutores que cães e gatos

Por não demonstrarem seu sofrimento como outras espécies os animais acabam sofrendo de doenças não identificadas por seus guardiães, que costumeiramente os levam a dor e até a morte

Foto: Shutterstock/Attemis photo
Foto: Shutterstock/Attemis photo

Coelhos que vivem como animais domésticos costumam levar vidas afetadas por certas doenças porque seus tutores pensam que eles são animais que exigem poucos cuidados, de acordo com um estudo recente.

O Royal Veterinary College, localizado em Londres, na Inglaterra, realizou uma pesquisa com 6.349 coelhos domésticos que participaram de 107 práticas veterinárias em todo o Reino Unido.

A pesquisa identificou os problemas médicos mais comuns e as causas de morte em coelhos tidos como animais de estimação que nunca haviam sido examinados antes.

A causa mais comum de morte do animal doméstico foi identificada como a “picada de moscas”, situação em que as moscas põem ovos no pelo do coelho, que eclodem em larvas, que por sua vez, comem a carne de seus hospedeiros.

Esse motivo estava relacionado a 10% das mortes.

Outras causas comuns de morte foram anorexia, colapso e estase intestinal.

O estudo também revelou que a vida útil média de coelhos domésticos era de pouco mais de quatro anos, com coelhos machos tendendo a viver mais, apesar de uma sobrevivência de 14 anos ter sido registrada.

Os coelhos domésticos também parecem ser atormentados por uma série de problemas médicos durante a vida, incluindo unhas muito grandes, dentes crescidos demais e sujeira geral.

Foto: Alamy Stock Photo
Foto: Alamy Stock Photo

O estudo afirma que a maioria desses problemas estava ligada a “moradia ou alimentação inadequadas”.

Mas o estudo reconheceu que esses problemas eram difíceis de serem identificados pelos tutores dos animais porque os coelhos evoluíram como espécie de presa.

A evolução significou que os coelhos podem disfarçar os sinais externos da doença, de modo a serem menos propensos a serem atacados por predadores, o que dificulta a identificação dos sinais indicadores até que seja tarde demais.

Dan O’Neill, professor e co-autor da pesquisa como parte do projeto VetCompass, disse ao Daily Mail: “Por anos, os coelhos eram considerados o animal doméstico perfeito para crianças: fofo, peludo, passivo e necessitando apenas de cuidados e manuseio mínimos enquanto era alimentado com comida do tipo muesli (ração) em um abrigo no jardim, onde geralmente era mantido por conta própria.

“Agora sabemos que esse nível de atendimento de necessidades é completamente inaceitável do ponto de vista do bem-estar”, disse o especialista.

“Os coelhos não exibem seu sofrimento como outras espécies, portanto cabe a todos nós prevenir e reconhecer seus problemas”.

Os pesquisadores esperam que as descobertas ajudem os tutores de coelhos a aprender como cuidar adequadamente de seus animais domésticos.

Dr. Jo Hedley, pesquisador e professor do Royal Veterinary College, acrescentou: “Este estudo definitivamente destaca algumas das apresentações mais comuns vistas em coelhos domésticos”.

“Infelizmente, devido à capacidade do coelho de ocultar doenças, os sinais de um problema geralmente não são específicos e são reconhecidos tarde demais; portanto, as causas de morte registradas são, na verdade, apenas sintomas de estágio terminal da doença subjacente”.

“Muitas das principais questões médicas ainda são problemas que deveríamos ser capazes de evitar completamente através dos cuidados adequados, alimentação e exames de saúde”.

“É necessária uma melhor educação do tutor para melhorar a saúde e o bem-estar dos coelhos nos próximos anos.”

Os coelhos domésticos são mantidos na Grã-Bretanha desde o século 19 e agora estima-se que haja mais de um milhão deles em residências em todo o Reino Unido.

Atualmente, existem 50 raças e mais de 500 variedades de coelhos reconhecidas pelo British Rabbit Council.

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