Mais de 750 mil animais foram mortos na iminência da Segunda Guerra Mundial

Atrocidade

Mais de 750 mil animais foram mortos antes da Segunda Guerra (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

Na iminência da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico criou o Comitê Nacional de Precauções Contra Ataques Aéreos na Grã-Bretanha – que foi responsável, entre outras ações, pelo extermínio de mais de 750 mil animais domésticos.

Mais de 750 mil animais foram mortos antes da Segunda Guerra (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

O governo concluiu que o gasto com a alimentação dos animais seria prejudicial para a economia do país durante a guerra e, por isso, elaborou panfletos intitulados “Conselhos para os donos de animais” e os encaminhou para as famílias. As informações são do portal Aventuras na História.

“Se possível, leve seus animais domésticos para fora do país antes de uma emergência. Se não for possível, é melhor que sejam exterminados”, diziam os panfletos, que tiveram seus conteúdos publicados pela BBC e por jornais.

O pedido foi aceito e mais de 750 mil animais foram mortos em apenas uma semana. Os domésticos, no entanto, não foram os únicos. Isso porque os animais explorados para entretenimento humano pelo zoológico de Londres também foram exterminados.

Panfleto entregue às famílias (Monumento em homenagem aos animais mortos (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

Em 1939, quando a guerra foi declarada, clínicas veterinárias ficaram lotadas de tutores à procura de profissionais para sacrificar os animais.

A morte direta de animais não foi, porém, o único horror promovido na época. Isso porque 6 mil cachorros foram explorados pelo exército da Grã-Bretanha e muitos perderam a vida.

“As pessoas estavam preocupadas com a ameaça de bombardeios e escassez de alimentos, e achavam inadequado ter o ‘luxo’ de um animal durante a guerra”, explicou Pip Dodd, curador sênior do Museu Nacional do Exército.

Monumento em homenagem aos animais mortos (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

“Era uma das coisas que as pessoas tinham que fazer – evacuar as crianças, colocar as cortinas de blecaute e matar o gato”, contou a historiadora britânica Hilda Kean.

Em Hyde Park, Londres, foi construído um memorial a todos os animais que morreram por causa da Segunda Guerra Mundial. “Eles não tiveram escolha”, diz uma das frases do memorial.

Alemanha nazista

Os animais tutelados pelos judeus, perseguidos e mortos pelo nazismo na Alemanha, também não foram poupados. Cães e gatos foram executados na frente dos judeus, abandonados dentro das casas, escondidos em porões, levados para morte induzida e, com alguma sorte, clandestinamente acolhidos por famílias não-judias. É provável ainda que cães e gatos tenham servido para testar as câmaras de gás antes do genocídio ter início e que também tenham servido a experimentos médico-científicos pelos nazistas.

Uma reportagem especial feita com exclusividade pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) traz mais detalhes dos horrores promovidos pelos nazistas contra os animais tutelados por judeus e apresenta, inclusive, relatos de judeus sobreviventes residentes no Brasil. Confira na íntegra clicando aqui.


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