IMPACTO AMBIENTAL

Estudo revela: poluição por plásticos deixa registro fóssil no solo

Os pesquisadores observaram que a quantidade de resíduos microplásticos no meio ambiente dobrou a cada 15 anos

Foto: Katie Drazdauskaite/Unsplash
Foto: Katie Drazdauskaite/Unsplash

À medida que o consumo e a poluição por plásticos cresce, o dano ao meio ambiente aumenta e agora foi descoberto que esses resíduos estão deixando um registro fóssil. O estudo realizado pelo Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia, localizado em San Diego, nos Estados Unidos, examinou as camadas de sedimentos acumuladas ao longo da costa do estado, descobrindo que há registros históricos de como nosso uso de plástico cresceu.

Conseguimos ver o lixo plástico ao longo da praia, mas o estudo mostra que também o material também está enterrado no chão. Ao longo da costa de Santa Barbara, foram encontrados fragmentos de plástico em cada camada de sedimentos abaixo do solo.

Analisando 200 anos de dados, os cientistas podem rastrear o consumo de plástico no solo da década de 40 até os dias atuais. Grande parte do plástico encontrado era de fibras de vestuário. Após a década de 50, sacos e partículas de plástico se tornaram comuns e esses restos são mostrados em bacias de sedimentos. O estudo observa que a quantidade de microplásticos dobrou a cada 15 anos.

Foto: AFP
Foto: AFP

Embora sejam realizados diversos estudos sobre a presença de microplásticos na água e nos alimentos, este é o primeiro estudo desse tipo a avaliar a quantidade de plástico no registro fóssil. Microplásticos foram encontrados nas profundezas do oceano e no gelo do Ártico. Agora está claro que as gerações futuras encontrarão plástico como parte de nosso registro fóssil.

O estudo nos fala muito sobre os hábitos humanos, movimentos e crescimento populacional. A conclusão do estudo realizado na região costeira do estado é que o aumento do plástico corresponde ao aumento da população nas duas costas. Em 2010, os depósitos no solo mostram que as pessoas jogavam plástico a uma taxa 10 vezes maior por pessoa do que antes da Segunda Guerra Mundial. Até 12 milhões de toneladas métricas de plástico entram no oceano todos os anos.

A autora principal da pesquisa, Jennifer Brandon, disse sobre o estudo: “Nossas descobertas mostram que a produção de plásticos está sendo quase perfeitamente copiada em nosso registro sedimentar. Nosso vício pelo plástico está realmente deixando marcas em nosso registro fóssil. Todos nós aprendemos na escola sobre a idade da pedra, a idade do bronze e a idade do ferro – talvez nossa era fique conhecida como era do plástico. É assustador que seja por isso que nossas gerações serão lembradas”.

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