Ativista desmente zoo de Brasília e diz que tigre ‘morreu por erro de sedação’

Dandy (Foto: Zoológico de Brasília/Divulgação)

A ativista Carolina Mourão afirmou que o zoológico mentiu sobre a causa da morte do tigre. Ela afirma ter provas contra o zoo no qual Dandy vivia aprisionado


A ativista Carolina Mourão usou as redes sociais para fazer uma denúncia sobre a morte do tigre Dandy, que vivia aprisionado, sendo explorado para entretenimento humano, no Zoológico de Brasília, no Distrito Federal (DF). Na publicação, ela afirma que o zoo mentiu sobre a causa da morte do animal e diz que “o tigre morreu por erro de sedação”, denunciando o que seria um caso de negligência.

Dandy (Foto: Zoológico de Brasília/Divulgação)

“O animal foi fazer check-up e ‘aproveitou para ser doador’, como publicado a princípio. E nesse falso check-up teria detectado ‘problema nos rins’, para encerrar o assunto. Problema nos rins e velhice são desculpas padrão do Zoo DF para justificar mortes a rodo há 12 anos, acompanho de perto e colho provas há 15. A verdade: O check-up já tinha sido feito em 29 de julho e o procedimento é anual. O animal estava absolutamente sadio”, escreveu Carolina.

A ativista disse ainda que o zoológico afirmou que o “sangue do tigre Dandy não estava apto” e que ele “já estava mal”. No Facebook, Carolina desmentiu tais afirmações. “O sangue estava ótimo e por isso [a tigresa] Maya recebeu doação, embora continue em coma a todo custo para preservar os melhores cargos. O animal morreu após a retirada do sangue e durante a sedação em dose equivocada. Sabemos quem foram os veterinários que fizeram a transfusão. Foi uma barbeiragem grotesca de especialistas em cães e gatos. Seria uma loucura veterinária ainda maior doar sangue ruim para um paciente terminal”, afirmou.

Na publicação, Carolina falou também sobre o caso da tigresa Maya que, segundo o zoológico, saiu da UTI na quarta-feira (2). A ativista, no entanto, diz que a informação sobre uma melhora no quadro de saúde da tigresa é falsa. “Maya continua categoricamente em coma induzido, mantida no mesmo ambiente desde as outras cirurgias, imóvel há três semanas e não foi de lá removida. Duas outras cirurgias foram realizadas para consertar o primeiro erro de protocolo pós-cirúrgico que permitiu que Maya arrebentasse seus pontos e seus intestinos saíssem. O resultado foi nova cirurgia que botou tudo de volta pra dentro, e surgiu uma infeção com necrose de parte do intestino. Sofreu então a terceira cirurgia a qual não se recuperou. Mantida a todo custo viva para preservarem os melhores cargos nessa crise que só piorou após a morte do macho Dandy. Afinal, como poderiam anunciar duas mortes de tigres raros em uma semana por pura incompetência?”, questionou.

Maya (Foto: Zoológico de Brasília/Divulgação)

De acordo com Carolina, em entrevista coletiva no dia 2 de outubro, o zoológico apresentou três versões para a morte do tigre Dandy, “juntando mentiras complementares como a razão do óbito, tentando confundir a opinião pública”. A verdade, segundo a ativista, é que “um animal com insuficiência renal apresenta sintomas e naturalmente não pode ser doador. Se acaso estivesse com insuficiência, uma boa equipe de veterinários deveria ter identificado, observando o animal para lhe auxiliar, e o animal teria a chance de um tratamento renal. Do contrário, teria sido negligenciado. E pior, se estava com problema renal e mesmo assim foi vampirizado até seu óbito para salvar outro que já tinha a atenção da imprensa”.

Carolina disse ainda que o zoológico mentiu durante a entrevista coletiva ao afirmar que o tigre tinha idade avançada. “Um felino como um tigre ou um leão tem uma expectativa de vida de 22 anos, especialmente em cativeiro. Inclusive esse foi um dos argumentos do próprio zoológico em juízo, quando os processei, que sabem tratar animais e que em zoos ‘eles vivem mais’, como afirmou o chefe dos mamíferos do Zoo DF, na vara. Um contradição que varia conforme a necessidade deles”, reforçou.

Por fim, a ativista desmentiu a alegação que, segundo ela, foi feita pelo zoológico sobre Dandy ter morrido na contenção. “Teria sido grave, uma negligência no manejo já que estava comprovadamente sadio, e não poderia ter doado sangue já morto. O tigre morreu por erro de sedação”, concluiu.


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