Austrália

300 cavalos de corrida acabam no matadouro em 22 dias

Cavalos aposentados das corridas são espancados, mortos e reduzidos a pedaços de carne

“São cenas horrendas e profundamente perturbadoras”, classificou Annastacia (Foto: ABC)
“São cenas horrendas e profundamente perturbadoras”, classificou Annastacia (Foto: ABC)

Em 22 dias, 300 cavalos de corrida acabaram no matadouro no estado de Queensland, na Austrália. Embora isso pareça absurdo, uma reportagem da rede ABC destaca que isso pode ser mais comum do que imaginamos.

Em uma investigação secreta realizada pela emissora, e que deu origem a um especial de mais de 40 minutos, cavalos aposentados das corridas são espancados, mortos e reduzidos a pedaços de carne. Ao ser informada sobre essa realidade, a premier Annastacia Palaszczuk anunciou o início de uma “investigação urgente”.

“São cenas horrendas e profundamente perturbadoras”, classificou Annastacia após ver o vídeo que mostra o abate de cavalos aposentados. Ela disse que fará o possível para “garantir o fim desse tipo de crueldade animal”.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

A primeira medida adotada pelo governo de Queensland foi delegar a uma comissão a função de supervisionar e investigar essa indústria. Vale lembrar que essa realidade não existe apenas no contexto australiano. Só nos Estados Unidos, mais de 100 mil cavalos utilizados com as mais diversas finalidades acabam nos matadouros a cada ano.

São animais que um dia foram condicionados a participarem de corridas e espetáculos, ou usados como meio de transporte. Nem mesmo cavalos selvagens estão livres do abate. Qualquer um deles pode ter esse trágico fim, segundo a organização Humane Society International.

Tudo indica que apenas as organizações que se dedicam à proteção e resgate desses animais têm dimensão mais fiel dessa realidade. Até mesmo pessoas que um dia conviveram com cavalos como animais de companhia e, por motivos diversos, os enviaram para outro local, podem estar condenando-os a serem reduzidos a pedaços de carne.

Embora os Estados Unidos não seja exatamente um consumidor de carne de cavalo, a legislação do país favorece a exportação dessa carne para países onde esse consumo não é tão incomum – como França, Itália, Bélgica e Japão.

No Brasil, deputado defende morte de cavalos

Em agosto, durante discussão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, o deputado Pedro Lupion (DEM-PR) se manifestou contra um projeto de lei que prevê proibição a morte de equinos, equídeos, mulas e jumentos em todo o Brasil.

“O abate de equinos descartados, afastados do trabalho ou da reprodução é uma medida aconselhável do ponto de vista humanitário e também sanitário, por reduzir o risco de seu abandono e descuido na velhice, e dessa forma evitar que passem fome ou se tornem vetores de doenças”, justificou em seu voto.

E acrescentou: “Além disso, o aproveitamento industrial da carne, da pele e de vários outros subprodutos de equídeos alvo de descarte gera algum valor de mercado para esses animais e permite que os proprietários rurais, que não disponham de pastagens ou condições econômicas para os acolher e cuidar de forma adequada, obtenham algum capital para a reposição do plantel ou mesmo para o suporte familiar.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui